Aposentado há 18 anos, um taquarense mantém sempre a vista lembranças do dia em que efetivamente parou de trabalhar. Numa folhinha do mês de maio de um calendário de 2004, o dia 15 ganhou destaque, juntamente com um celular, um relógio, uma caneta e um crachá (foto), objetos esses que foram afixados no calendário e agora ficam em cima da geladeira do ex-coordenador de vendas da Sul Peças (Fiat), hoje Ritmo Veículos.
Paulo Antônio Halmel (Sabiá), 65 anos, pediu sua aposentadoria pelo INSS quando completou 30 anos de trabalho. Apesar de aposentado, ele continuou atuando na Sul Peças por mais 12 anos. Sabiá resolveu que era hora de parar quando, num final de ano, fez suas contas e percebeu que suas despesas eram somente um pouco menores do que o salário que estava ganhando. E foi a partir do dia 15 de maio de 2004 que ele parou de contar as horas, parou de atender o celular – pois inclusive mandou desligá-lo, e parou de fazer financiamentos através das instituições financeiras (representados pela caneta do Banco Fiat). “E meu relógio parou às 7h45min daquele sábado, último dia em que acordei nesse horário”, comenta Sabiá.
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