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Câmara aprova projeto para nova empresa assumir instalações da Cootall

A Câmara de Vereadores de Taquara aprovou, nesta terça-feira, projeto de lei remetido pela Prefeitura de Taquara. A matéria dá

A Câmara de Vereadores de Taquara aprovou, nesta terça-feira, projeto de lei remetido pela Prefeitura de Taquara. A matéria dá sequência às negociações feitas pela administração municipal no sentido de atrair uma nova indústria que assumirá as instalações da Cooperativa Taquarense de Laticínios (Cootall), que encerrou suas atividades em fevereiro. Pelo projeto aprovado, a Prefeitura cederá o imóvel na avenida Sebastião Amoretti na forma de permissão de uso onerosa à empresa Dielat Indústria e Comércio de Laticínios Ltda. Pelo uso do imóvel, a empresa terá que fazer contribuições à Prefeitura. 

 

O imóvel que sediava a indústria da Cootall pertence ao governo do Estado, uma vez que remanescente do patrimônio da antiga Companhia Riograndense de Laticínios e Correlatos (Corlac). Contudo, o governo gaúcho cedeu as instalações à Prefeitura de Taquara, que, por sua vez, cedeu à Cootall. Agora, a própria administração municipal pôde encaminhar a cedência a uma nova empresa, visando a continuidade das atividades industriais. 

 

O projeto aprovado por unamidade pelos vereadores prevê que o uso pela Dielat, a princípio, será de 17 anos. Após este período, serão negociados novos valores para a manutenção da permissão de uso. No primeiro ano de atividades, a Dielat pagará como contribuição mensal o valor de uma Unidade de Referência Municipal (URM), hoje fixada em R$ 450,58. O recurso será depositado na conta do Fundo Municipal de Agricultura. No segundo ano, o montante já sobe para 21 URM`s, das quais 15 serão destinados ao Fundo de Agricultura e seis serão depositadas em benefício do Hospital Bom Jesus. A partir do terceiro ano, serão 22 URM`s, sendo 16 para o fundo agrícola e seis para o Hospital. 

 

Ainda pelo projeto aprovado, a Dielat deverá instalar uma unidade para beneficiamento de leite cujos investimentos iniciais estão estimados em R$ 5 milhões. A empresa também terá que fomentar a agricultura familiar e a cadeia produtiva do leite, bem como apoiar e fomentar a produção de leite de cabra. A exigência é de que, no seu início, a empresa faça a industrialização de 100 mil litros de leite por dia, com aumento gradativo. O faturamento estimado no primeiro ano de atividade é de R$ 15 milhões e a previsão é de 50 empregos diretos e 100 indiretos, no começo, podendo chegar a 85 vagas diretas e 300 indiretas. 

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