
A pré-candidata à presidência da República pela Rede Sustentabilidade, Marina Silva, realizou, na tarde desta sábado (28), uma visita a Taquara. Ela conheceu o trabalho do Instituto Vitória, que até pouco tempo atrás era dirigido por Adilson Rodrigues, pré-candidato do partido a deputado estadual. Também esteve presente à visita o pré-candidato da Rede a deputado federal João Derly. A tônica das manifestações de Marina, durante a sua passagem, foi a defesa da ética na política.
Marina chegou por volta de 15 horas e a primeira atividade foi conhecer o trabalho do Instituto, que foi apresentado por Cláudia de Cristo, atual presidente da organização. Foram ressaltados os principais pontos da ressocialização de dependentes químicos realizada pelo Instituto Vitória, bem como os formatos do seu programa. Cláudia ainda falou sobre os demais projetos da instituição, como o responsável pelo cuidado com praças, ruas e escolas de Taquara, além da Academia Essence Jiu Jitsu, que oferece a prática do esporte aos alunos da rede municipal. Pontuou, ainda, o envolvimento do Instituto em projetos ligados ao meio ambiente.
Depois, Marina conheceu a Academia Essence, que funciona no mesmo prédio do Instituto. No local, uma turma de alunos fez apresentação do esporte para a pré-candidata, que deu a primeira senha em relação às suas manifestações voltadas à ética na política. Ao saber que o Jiu Jitsu tem técnicas que permitem às pessoas mais fracas também vencerem, Marina lembrou do pouco tempo que terá na televisão, com apenas oito segundos, enquanto adversários contarão com mais exposição, ressaltando do desafio de apresentar as suas propostas com essa desigualdade. Comentando o fato de que o esporte privilegia aquele que vence respeitando as regras, Marina fez uma analogia com a política, lembrando que muitos vencem mediante trapaças.
Falando ao público convidado, a pré-candidata elogiou o trabalho do Instituto Vitória e disse que a sua agenda tem aberto espaço a este tipo de visitas, a projetos que possuem técnicas que dão certo no dia a dia. Para Marina, o que vem faltando no Brasil é o compromisso ético da política para converter estes projetos em ações que tenham a escala e o tamanho necessário. Concorrendo pela terceira vez à presidência, em um momento que considerou delicado para o país, na economia, mas principalmente da política, Marina tratou de problemas ligados ao desemprego e à má qualidade dos serviços públicos, ressaltando a necessidade de se preservar os políticos “ficha limpa”. Criticando o foro privilegiado, a pré-candidata lembrou que, na Câmara dos Deputados, mais de 200 integrantes são investigados, e muitos deles estão concorrendo para assegurar o privilégio na tramitação dos processos judiciais. “Tem muita gente saindo de novo com medo do xilindró”, sentenciou Marina, elogiando, também, o trabalho da Operação Lava Jato. “Temos, nessa eleição, a possibilidade de acabar também com o rouba mas faz. Porque não precisa roubar para fazer reformas, para ser de esquerda ou de direita”, finalizou Marina Siva.



