Caixa Postal 59 Geral
Esta postagem foi publicada em 22 de fevereiro de 2013 e está arquivada em Caixa Postal 59, Geral.

Dois cartões de visita

Gostaria que o amigo leitor acompanhasse o meu exercício de memória. Trata-se de um hipotético diálogo de um casal porto-alegrense em viagem para Gramado, via Taquara, sobre dois cartões de visita de nossa cidade. Em primeiro lugar, vamos dar dois nomes fictícios aos mesmos: Eduardo (Duda) e Madalena (Lena).  Nosso casal acaba de parar no sinal vermelho do entroncamento da antiga Corlac (entrada para Rolante), quando Lena diz para o marido: Tu viu, Duda, que coisa mais esquisita a fiação do semáforo e dos demais fios da rede de iluminação? Parecem estar cheios de fungos (primeiro cartão) ou parasitas. Ele responde: esquisito e feio.
Mas o casal segue em frente, até entrarem na ERS-239, rumo a Gramado, quando Lena fala para Duda: querido, vamos entrar em Taquara? A gente sempre passa por aqui e nunca entra nesta cidade! E, na altura da rua Ernesto Alves, entram em nossa cidade, rumo ao centro, atravessam a rua Cônego Pedro Bremm. O nosso casal segue adiante, atravessa a Marechal Floriano e enxerga do que sobrou da Sociedade Atiradores (segundo cartão), aí ela diz: Duda, o que é isso? Parece que o pessoal desta cidade gastou todas as latas de cola que tinham em casa colando babaquices nessa parede (tapumes), para desrecalcarem. Ao que ele responde: isso aí deve ser um set de filmagem apocalíptico, tipo Mad Max, e ela emenda: querido vá até a esquina e retorne, vamos voltar, já vi que chega desta cidade. Duda faz o “balão” na esquina do Cimol e volta rumo à RS, tendo o cuidado de passar na contra-mão em frente ao paredão (em ruínas) da Sociedade, com medo de um possível desabamento. E assim o nosso casal ruma a Gramado, levando na retina as belezas de nossa (para nós) querida Taquara, tendo, com certeza, o cuidado de alertar seus amigos da capital para os riscos de trafegar em algumas ruas de Taquara, sob pena de sucumbir embaixo dos escombros de uma certa parede por ruir (tragédia anunciada).
Restam duas perguntas, sendo a primeira: Não sei de quem é a responsabilidade, se da prefeitura ou da RGE, mas o certo é que aqueles fios ridículos da entrada de nossa cidade têm que ser restaurados; segunda: quando será que alguém vai ter a coragem de dar um jeito naquele “lixo” que virou a nossa tradicional Sociedade Atiradores?
Rui Fischer
Aposentado, de Taquara

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