
Dois homens acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foram condenados, na quinta-feira (20), pela morte de Isabel Cristina da Rosa, de 48 anos, atropelada durante um racha ocorrido em Parobé em janeiro de 2005. O julgamento foi realizado no município, e cada réu recebeu pena de seis anos de reclusão.
Conforme o MPRS, os dois foram responsabilizados por homicídio simples com dolo eventual. O promotor de Justiça Rafael Pinter atuou no plenário do Tribunal do Júri. O Ministério Público informou que recorrerá da decisão com o objetivo de aumentar as penas aplicadas.
De acordo com o processo, o caso ocorreu por volta da meia-noite de 28 de janeiro de 2005, na Rua 25 de Julho, no bairro Nova Parobé. Os condenados participavam de uma disputa ilegal de veículos quando Isabel Cristina foi atingida ao atravessar a via. A vítima morreu em decorrência de hemorragia provocada por traumatismo.
Segundo o Ministério Público, os demais crimes que haviam sido atribuídos aos acusados prescreveram ao longo da tramitação do processo.
Após o julgamento, Pinter destacou o período transcorrido desde o crime e afirmou que a decisão representa uma resposta à vítima e à comunidade. “Após 21 anos, a vítima Isabel Cristina finalmente teve a sua memória honrada por sete cidadãos de Parobé e isso, para quem esperou tanto, não é pouco. O resultado demonstra que a passagem do tempo não apaga os fatos e que o Tribunal do Júri segue sendo o espaço sagrado em que a comunidade tutela a vida”, declarou.
O promotor também confirmou que o MPRS pretende questionar a pena definida no julgamento. Segundo Pinter, a punição aplicada está “aquém da gravidade do fato”.


