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Dois taquarenses em forças opostas durante o movimento da Legalidade

A campanha da Legalidade liderada pelo ex-governador Le­onel Brizola ainda está na mente de dois taquarenses que estavam no “front”

A campanha da Legalidade liderada pelo ex-governador Le­onel Brizola ainda está na mente de dois taquarenses que estavam no “front” quando ocorreu o mo­vimento. O advogado Gilberto Saraiva relembra o tenso ano de 1961, quando estava servindo no 18º Regimento de Infantaria de Porto Alegre e teve que passar vá­rios dias em viagem sem saber ao certo o que estava acontecendo. As informações ficavam restritas ao comando. Gilberto Saraiva guarda até hoje um pequeno caderninho, onde anotou durante toda a ope­ração o dia-a-dia de sua tropa. Ele contou ao Panorama que estava na função de oficial de serviço no dia 24 de agosto de 1961, véspe­ra da renúncia de Jânio Quadros. Desde este dia até 7 de setembro, o taquarense passou por uma série de experiências.  Já o taquarense Paulo Luz contou que estava a bordo de um navio da Marinha durante a cam­panha da Legalidade. Ele disse ao Panorama que em alto mar as in­formações eram desencontradas. “O que se sabia eram apenas bo­atos, não se conhecia a gravidade da situação”, recorda. O temor no navio era a possibilidade de um conflito em alto mar, entre navios com tropas rebeladas, simpatizan­tes da Legalidade, e outras sob as ordens do movimento contrário.

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