Perfil

Dra. Simone Jung

Professora na Faccat, Simone Isabel Jung venceu, recentemente, o Prêmio CELG (Centro de Estudos Luis Gonzaga), que recebe inscrições de todo o país, na categoria Psicoterapia. Aos 52 anos, a doutora é formada em Psicologia, com especialização em Psicoterapia Psicanalítica, Mestrado e Doutorado em Ciências Médicas: Psiquiatria. Aos 52 anos, é casada com Carlos Fernando Jung e mãe de Henrique, de 15 anos.

Em que momento, e de que forma, surgiu o interesse pela Psicologia?
Interessei-me pela área quando escutava com encantamento as informações que minha irmã mais velha trazia sobre o Curso. Ao mesmo tempo, cursava o magistério e estava em contato com professores e alunos, o que fez com que ficasse intrigada com os comportamentos das pessoas. Porque alguém agia daquela forma? Porque uma mesma situação desencadeava comportamentos e sentimentos tão diferentes em pessoas da mesma família?

Seus artigos já foram publicados em diversos veículos sobre o tema. O que significa para você?
A publicação de artigos é um reconhecimento pela comunidade científica do trabalho que venho realizando, o que certamente me deixa muito contente. Tenho prazer em trocar e compartilhar conhecimentos!

E o interesse por lecionar, como desabrochou?
Na adolescência meu desejo inicial era ser professora de crianças, talvez por desde pequena auxiliar minhas irmãs menores nas tarefas escolares. Fiz magistério e, durante toda a minha formação como psicóloga, trabalhei como professora, função que sempre me deu prazer e, de certa forma, permitia que eu fosse acompanhando “ao vivo e a cores” todo o conhecimento que adquiria na faculdade. Após me formar em psicologia em 1987, parei de lecionar para crianças e só voltei a dar aulas em 2002, em cursos de especialização em Psicoterapia. Em 2008 passei a lecionar no curso de psicologia da Faccat.

No ano passado, você concluiu seu doutorado com a tese “Abandono em Psicoterapia analítica: um estudo qualitativo”. Por que a opção por este tema?
Realizei meu mestrado pesquisando sobre os resultados da Psicoterapia Psicanalítica. Neste estudo, dos 34 pacientes que entrevistei, apenas cinco foram considerados pelos psicoterapeutas como pacientes que concluíram a psicoterapia, ou seja, 29 foram desistentes. Esse fato, aliado a minha experiência clínica em que pacientes interrompem o tratamento e alguns retornam depois de algum tempo, me senti desafiada para buscar respostas a questões como: Porque os pacientes desistem da psicoterapia? Quais são suas características? Em que esses pacientes diferem daqueles que concluem a psicoterapia? Essas foram as questões que me levaram a pesquisar o tema  em nível de doutoramento.

Um sonho: Na profissão é construir um centro comunitário que se dedique ao estudo, prevenção e atendimento  precoce (da gestação até os  três anos da criança). No pessoal é viajar para lugares exóticos.

O que lhe tira do sério? Falta de ética e comprometimento.

Quem você tem como exemplo?
Minha mãe sempre foi um exemplo de luta, determinação, ética e otimismo perante a vida.

Um livro: Adoro biografias e atualmente estou lendo a autobiografia de Ingmar Bergamn, “Lanterna Mágica”.

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“É do buscar e não do achar que nasce o que eu não conhecia”. Clarice Lispector.

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