
Alguns especialistas dizem que nosso grande desafio é cuidar da natureza, que tem nos mostrado muita força. São tempestades, nevascas, terremotos… Agora até já sabemos que a ocorrência de um terremoto pode devastar o local do epicentro e, como consequência, formar tsunâmi a quilômetros de distância, causando uma destruição ainda maior. O que essas catástrofes naturais têm a ver com a família?
Bem, eu adoro trabalhar com meus pacientes, utilizando metáforas. Então, resolvi pegar fatores da natureza como exemplo para facilitar a compreensão do caos familiar que estamos vivendo.
Eu penso que nosso maior desafio esteja dentro dos lares: têm ocorrido verdadeiros terremotos dentro das casas. A família vive um desespero que não é natural, os abalos sísmicos estão derrubando casas, ceifando milhares de vidas.
E nós, pais, estamos tontos, o chão está chacoalhando demais, às vezes o chão sai de debaixo dos nossos pés. Onde foi parar a nossa autoridade de pais? Hoje geralmente é assim: o filho fala, e os pais obedecem.
Os valores estão invertidos. Alguns estudiosos dizem que algumas varadinhas no bumbum da criança que desobedece poderão torná-la um adulto agressivo. Pior ainda é o mito que criaram em torno do Conselho Tutelar, pois, certamente, você já ouviu esta frase: “O conselho não deixa bater, você pode ir preso”. Nenhuma mente sadia espanca o filho. Quando acontece a negligência, daí entra a proteção da infância e damos a mão à palmatória.
Mas o pai e a mãe que têm o propósito de ensinar sem raiva podem usar, por exemplo, três varadinhas no bumbum, explicar o motivo, deixar pensando sobre o que ocasionou a repreensão e ensinar a pedir desculpas. Essas dicas poderão fazer a diferença no futuro do seu filho. Você estará moldando um bom caráter. Os filhos precisam reconhecer os seus erros.
Em Provérbios 13:24 diz: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que ama, a seu tempo, o ensina”.
Pais, não permitam que o terremoto em seu lar se transforme em tsunâmi, amanhã. Não retenha a varinha, mas a utilize com muito amor. Talvez, hoje, você vá chorar junto, a cada vez que tiver de usá-la, mas lembre-se: amanhã, não passará pelo desespero de perder o filho na tsunâmi da vida. Possivelmente, quando seus filhos forem adultos, você se alegrará com eles, porque vão ser pessoas que poderemos chamar de líderes na sociedade, aquelas que vão fazer a diferença social.
Você já abraçou o seu filho hoje???
Esta postagem foi publicada em 19 de março de 2010 e está arquivada em Colunas, E a família, como vai?.


