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Publicado em 26/07/2021 17:44 Off

Do “Meu cinicário” – As redes sociais são, na verdade, redes bem antissociais.

E NÓS, ACREDITANDO!

“Você tem sintomas? 1 – forte dores de cabeça (ouvindo os exagerados e intermináveis noticiosos nos telejornais); 2 – dores no peito (ao ouvir as respostas das autoridades sanitárias sobre como farão para evitar que o vírus se espalhe); 3 – vômitos (ao ver políticos dizendo de quem é a culpa e que vão usar isso para pedir o impeachment); 4 – sangramentos (de tanto bater com a cabeça na parede ao ver os ‘especialistas’ de programas vespertinos desinformando a população)? É bem provável que você não tenha o vírus. Para ter um alívio imediato: desligue a TV, a sua conexão com a internet e pare de ler jornais.”

Você já deve ter notado, ao ler minhas crônicas, o quanto desconfio da imprensa. Ela faz parte de um conglomerado noticioso, pronto para informar alguma coisa. E tudo é informação. Significa, então, que não acredito nas notícias divulgadas pelos tradicionais veículos de comunicação, os jornais, as estações de rádio e as televisões? Esta é uma pergunta bem embaraçosa para quem escreve, semanalmente, num desses órgãos citados. Mas tento responder, na parte tocante a mim e a todos aqueles assinantes de suas colaborações, os chamados colunistas. Podemos ser identificados e os leitores (ouvintes e telespectadores) conseguem, facilmente, formar uma ideia sobre as razões de nossas palavras, inclusive se elas têm características de verdade ou são as famosas fake news. Já, quando a notícia vem de uma organização registrada publicamente como pessoa jurídica, o primeiro pensamento é dar crédito à tal mídia. Uma empresa digna jamais veicularia uma inverdade (ou não deveria)! Por esta razão me coloco na situação de um Judas: uso a imprensa, mesmo tendo dúvidas sobre as informações dela. É um dilema, meu leitor, é um dilema!

Mas, para completar a resposta à pergunta feita, voltemos ao primeiro parágrafo do comentário de hoje. Não sou o autor dessa parte do texto. É transcrição de um artigo da revista satírica MAD, número 81, de abril de 2015, página 42. Suprimi algumas palavras para manter o suspense até este momento. Ele se refere ao vírus EBOLA, grande manchete na época, e não, como você  poderia pensar, ao COVID-19. Preste atenção: as críticas feitas naquele ano, são as mesmas da atualidade, pelo menos no tocante às notícias. O governo, todos sabem, era diferente!

Mudou a ameaça, mas as reações jornalísticas são iguais. Tenho razão de ficar com um pé atrás com relação à imprensa!

Por Plínio Dias Zíngano
Professor, de Taquara
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