Conte sobre sua história:
Sou o sexto de 11 filhos. Nasci no interior de Pelotas. Aos 12 anos fui estudar em Porto Alegre, no Seminário Concórdia, onde meu pai se tornou pastor. Lá fiz o ginásio e estudei idiomas como o alemão, inglês, francês e latim. Em seguida, fiz pedagogia e me formei em 61. No ano seguinte vim para a região, e me convidaram para formar a escola Luterana. Ali eu era professor e diretor e trabalhava às tardes, pois durante as manhãs era diretor e professor em Três Coroas. Nos anos 1980 eu voltei a estudar e me formei em Pedagogia Administração Escolar. Trabalhei na escola por 32 anos, e também lecionei no CNEC, fui diretor do Consepro, cantei no Coral Municipal, fui vereador por vários anos, presidi a Câmara por dois, fui supervisor na escola Olívia Lahm Hirt e no IBGE. Hoje faço parte da associação de moradores do Centro, e também já integrei a Associação de Artistas Plásticos de Igrejinha.
“Wilde” é alemão, certo? Qual a história de sua família?
Sim, meu avô paterno lutou na Primeira Guerra Mundial, defendendo a Alemanha. Meu pai também nasceu lá, mas tinha o sonho de ser pastor, de se tornar um missionário no Brasil. Porém, não tinha dinheiro. Um dia, enquanto o país se reerguia, comprou um casaco num brique. Havia um bilhete num bolso, de uma americana oferecendo ajuda. Meu pai respondeu, enviando uma carta àquele endereço onde falava sobre seu sonho. Bom, acabou ganhando de presente o financiamento para vir ao Brasil, onde foi estudar no Seminário Concórdia, em Porto Alegre. Depois ficou conhecido como Pastor Wilde. Do lado materno, tive uma bisavó negra.
Como foi ser escolhido patrono?
Uma honra. Fiquei muito feliz, pois entendi como sendo um reconhecimento a todo trabalho que prestei a Igrejinha ao longo de todos estes anos, apesar de nunca ter escrito um livro. Acredito que o que levou a minha seleção foi justamente este somatório de fatores, pois já me envolvi – e ainda envolvo – em muitas atividades do município.
E a pintura, onde entrou?
Costumava desenhar desde a infância. Na escola, rabiscava enquanto ouvia as explicações. Na Luterana Redentor também desenhava bastante, inclusive fazendo painéis para apresentações. Certo dia, bastante tempo depois, me perguntei o que realmente me agradava na vida e notei a pintura. Passei a me dedicar, e até estudei sobre técnicas de pintura, em Porto Alegre. Já fiz mais de 200 quadros, dos quais comercializei 150, sobre paisagens, pessoas, natureza morta, abstratos. Van Gogh me inspira, principalmente por sua história dura e de luta. Já li 17 livros sobre ele, alguns comprados fora do Brasil e em alemão.
Como você se define? Alguém contente consigo mesmo, e sempre com atitude de ajudar outras pessoas que realmente precisam.
Um lugar: Três? Berlim, Amsterdã e Portugal.
Do que você se orgulha?
Do meu trabalho, do meu passado, de todas minhas realizações e conquistas.Além de obras sobre Van Gogh, o que gosta de ler?Gosto obras de aventura, romances, mistérios. Também aprecio Érico Veríssimo, Gilberto Amado e Agatha Christie.
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No quadro da vida substitua as cores escuras da tristeza, abatimento, pessimismo e derrota por tonalidades mais luminosas, coloridas e vibrantes, da paz, alegria, amor, emoção e sucesso.


