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Educação e Pandemia: novo pico da Covid requer ação responsável, consciente e segura por parte de gestores e da sociedade

A PEDIDO A trágica marca de mais de um mês com o número de óbitos diários provocados pela COVID acima

A PEDIDO

A trágica marca de mais de um mês com o número de óbitos diários provocados pela COVID acima do milhar e o total de 250 mil mortes desde o início da pandemia devem servir como um alerta e um fundamento para a aplicação de políticas públicas de saúde, prevenção e combate mais rigorosas.

A primazia do discurso economicista e negacionista está na raiz dessa situação. Ainda que tardiamente, a única maneira de contornar o problema é adotando medidas enérgicas em favor da vida. A desobediência proposital ou a impossibilidade de isolamento precisam ter devido trato: fiscalização e punição aos infratores no primeiro caso; auxílio emergencial e assistência social para os demais.

No quadro geral, o único segmento onde o isolamento realmente funcionou e deu resultados foi o da Educação. Ninguém ignora os prejuízos e dificuldades, tanto de alunos e famílias quanto de profissionais da educação. Entretanto, graças ao fechamento de escolas e introdução do ensino remoto, a contaminação teve menor impacto e vidas foram preservadas.

Nesse momento, em que via de regra se anunciam e já se realizam a abertura das escolas seria necessário propor a revisão dessa iniciativa. O quadro pandêmico é gravíssimo, a infraestrutura para cumprir os protocolos é precária, a rede hospitalar encontra-se no limite e a vacinação – principalmente do grupo de risco e dos prioritários – está em defasagem.

Conforme decisão do Conselho Geral do Cpers, a diretoria do 32° núcleo do Cpers/Taquara, atendendo demanda da categoria, da comunidade escolar e da própria estatística, convida aos prefeitos e prefeitas da regional (Taquara, Nova Hartz, Parobé, Igrejinha, Três Coroas, Rolante, Riozinho, São Francisco de Paula, Cambará do Sul, Jaquirana, Canela e Gramado), junto com os demais poderes e com a sociedade civil organizada, a discutir e deliberar pela prorrogação ou suspensão do início das atividades presenciais com os educandos, tendo como referência o critério da imunização através de vacina e o incremento das normas, estruturas e equipagem para vigilância e controle da COVID quando possível e adequada a retomada das atividades escolares.

Postulamos, em resumo: imediata decretação do fechamento de escolas; retomada do trabalho/ensino remoto; garantia de vacinação como condição mínima de reabertura; pressão pela continuidade do auxílio emergencial. São ações práticas e simples, cuja execução representaria inestimável defesa da Vida.

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