
A instalação de uma travessia elevada de pedestres na ERS-239, em frente ao Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), em Rolante, gerou polêmica entre motoristas que utilizam diariamente o trecho. Parte dos condutores manifestou desaprovação à medida, principalmente em razão da redução obrigatória de velocidade no ponto.
Diante das críticas, o diretor-presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Luís Fernando Vanacôr, explicou à Rádio Taquara que o dispositivo foi implantado com foco na segurança viária e no controle da velocidade em uma área com grande circulação de pessoas.
“O dispositivo instalado é uma travessia elevada de pedestres. Trata-se de uma faixa pintada sobre uma estrutura que eleva o pavimento, com o objetivo de facilitar e dar mais segurança à travessia de pessoas no local”, afirmou.
Segundo Vanacôr, além de garantir maior proteção aos pedestres, especialmente em função da parada de ônibus existente no trecho, a estrutura também atua como redutor de velocidade. “Para transpor o dispositivo, os motoristas devem trafegar a 30 quilômetros por hora, limite que está devidamente sinalizado”, destacou.
De acordo com a EGR, a sinalização foi reforçada antes e no entorno da travessia. Há placas indicativas a 300 e 200 metros de distância, além de sinalização próxima ao ponto e pintura no pavimento indicando o limite de 30 km/h. Também foram implantadas linhas de estímulo à redução de velocidade cerca de 150 metros antes da interseção.
“O objetivo principal é proporcionar mais segurança na travessia de pedestres e, ao mesmo tempo, estimular a redução da velocidade dos veículos ao cruzarem essa interseção, onde já ocorreram acidentes em função do acesso ao Instituto”, explicou o diretor-presidente.
Vanacôr lembrou ainda que a velocidade máxima permitida no trecho é de 60 km/h, mas que os condutores devem respeitar a sinalização específica ao se aproximarem do dispositivo. “Com a implantação da travessia elevada, reforçamos a sinalização para ampliar a segurança nesse ponto específico”, disse.
A EGR informou que a medida foi avaliada em conjunto com o Instituto Federal e que o Ministério Público acompanha as ações relacionadas ao trânsito no local. Segundo a concessionária, dispositivos semelhantes já foram instalados em frente a outras escolas às margens da ERS-239, inclusive em Rolante, apresentando resultados positivos na redução de velocidade.
Histórico de acidentes
De acordo com a diretora do IFRS Rolante, Letícia Martins, a demanda pelo redutor de velocidade está relacionada ao histórico de acidentes no local.
“No primeiro fim de semana de janeiro, ocorreu um acidente envolvendo uma motociclista que acabou indo a óbito. Um veículo parou para prestar assistência e, a partir disso, outros carros também se envolveram na ocorrência. Esse foi o último caso, mas já havia diversos registros anteriores de acidentes nesse trecho”, afirmou.


