
Munidos de cartazes e apitos, alunos de três turmas do ensino médio regular e também do curso de Magistério, da escola Olivia Lahm Hirt, de Igrejinha, realizam na tarde desta terça-feira (19) uma manifestação em apoio à greve dos professores do estado. O ato acontece na Praça Dona Luisa, ao lado da Rua Coberta, na área central da cidade.

Conforme Andriza Machado Haack, aluna do segundo ano do Magistério, o movimento visa demonstrar que os alunos não estão omissos à luta e às dificuldades que os professores estão enfrentando. “Nossos professores vivem uma situação muito triste, com o atraso e parcelamento de salários e a ameaça de perder benefícios, por exemplo. Mas muitos não querem aderir à greve para não comprometer o aprendizado dos alunos. Por isso, nós decidimos parar. Sem aluno, não há a necessidade do professor se sentir constrangido em reivindicar um direito dele. E nós, principalmente os que planejam seguir carreira no Magistério, não podemos nos calar e aceitar tudo o que está acontecendo”, disse a estudante.
Presente no manifesto, a professora da escola Olivia, Sandra Lopes, contou que ela e outras colegas decidiram acompanhar os alunos como forma de agradecimento. Disse que a atitude dos estudantes foi recebida como uma mensagem encorajadora. Destacou que, na maioria das vezes, as pessoas não compreendem as paralizações e julgam de forma equivocada, mas que tem sido insustentável a realidade dos professores no estado. Sandra afirmou que o apoio à classe é indispensável, uma vez que acaba atingindo a outras áreas profissionais, tais como o comércio, por exemplo – que acaba recebendo com atraso também, ou deixa de vender, já que os professores não têm acesso aos salários em dia – além de comprometer a qualidade do próprio ensino, já que os professores têm trabalhado totalmente desmotivados e expostos.
Sandra disse que, nesta quarta-feira (20), os professores de toda a região do Vale do Paranhana e arredores estão convidados a se mobilizarem em um novo ato que será realizado, a partir das 8h, também na Praça Dona Luisa (Igrejinha). Segundo ela, o principal motivo da paralisação – que não tem data prevista para encerrar – é o pacote de medidas, encaminhado pelo governador Eduardo Leite para discussão na Assembleia Legislativa. “Nossa situação já é de calamidade, com os atrasos e parcelamento de salários, e agora ainda estamos assistindo uma ação do governo que visa retirar de nós direitos já conquistados. Não podemos aceitar”, disse ela.


