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Em nova votação, Câmara de Taquara aprova emenda da Previdência

Texto polêmico havia sido rejeitado há uma semana, mas retornou para análise e acabou passando.
Servidores públicos voltaram a lotar a sessão da Câmara, em sua maioria favoráveis ao texto proposto pelo Executivo. Divulgação

Uma semana depois, a Câmara de Vereadores de Taquara alterou a decisão relacionada à primeira etapa da Reforma da Previdência proposta pelo governo da prefeita Sirlei Silveira (PSB). O texto em análise trata de emenda à lei orgânica que institui idade mínima para a aposentadoria dos servidores públicos, fixando em 65 anos para homens e 62 para mulheres, com redução de cinco anos para professores. Na votação desta terça-feira (14), o projeto acabou aprovado por 13 votos favoráveis e dois contrários. Como se trata de uma emenda à lei orgânica, é necessária uma segunda votação da matéria, já marcada pela Câmara para o dia 24 de dezembro.

Na semana passada, quando o texto foi para análise da Câmara, houve três votos contrários e três abstenções. Justamente estas abstenções é que provocaram a volta do assunto ao debate no plenário. Logo no início da sessão, o presidente do Legislativo, Adalberto Soares (Progressistas), pediu ao assessor jurídico Arleu Oliveira a leitura do ato que declarou a nulidade da votação de sete dias atrás por conta da falta de justificativa para as abstenções. Soares colocou em votação o seu próprio ato, e o texto foi aprovado por 14 votos favoráveis e um contrário, este apenas de Sandro Montemezzo (PSD).

Mais uma vez, a Câmara esteve lotada de servidores, em sua maioria favoráveis à aprovação da matéria. Também houve mudança de votação e alguns parlamentares, inclusive contrários ao texto na semana passada, declararam que houve reuniões com a prefeita Sirlei durante a semana para discussão da emenda. O secretário municipal de Orçamento e Finanças, Jefferson Allan Müller, fez novamente uso da palavra no Legislativo para explicar aos vereadores o projeto. Ele voltou a defender a necessidade das modificações propostas pelo Executivo para a segurança da Reforma da Previdência. Jefferson voltou a sustentar que essa alteração é necessária para a reclassificação dos servidores públicos, o que acarretará em reajuste salarial aos concursados.

Posto em votação o projeto, a Câmara obteve 13 votos favoráveis e dois contrários. Em um post na rede social após a aprovação da matéria, a prefeita Sirlei parabenizou aqueles que foram favoráveis. “A reclassificação irá proporcionar melhor renda aos servidores que recebem as menores remunerações, fazendo justiça salarial. A Reforma também dará maior fôlego ao caixa da Prefeitura, que hoje arca com R$ 500 mil de recursos próprios por mês para cobrir o rombo do fundo previdenciário. Estes recursos poderiam ser utilizados em obras, saúde, educação e tantas outras demandas da população”, disse a chefe do Executivo.

Como votaram os vereadores:

Favoráveis

  1. Adalberto Soares (Progressistas)
  2. Adalberto Lemos (PSB)
  3. Carmem Fontoura (PSB)
  4. Dodô Mello (PSD)
  5. Elias da Enfermagem (Republicanos)
  6. Everton (Progressistas)
  7. Jaimara Ribeiro (PTB)
  8. Jorginho (Progressistas)
  9. Júnior Eltz (PSB)
  10. Lissandro Neni (PTB)
  11. Magali Silva (PTB)
  12. Marcelo Maciel (DEM)
  13. Telmo Vieira (PTB)

Contrários

  1. Régis Souza (PSDB)
  2. Sandro Montemezzo (PSD)

Assista a sessão da Câmara: