
Do “Meu cinicário” – Essas fortunas gastas na defesa de acusados em processos de lavagem de dinheiro têm todas as características de… lavagem de dinheiro!
Empatia
Empatia: eis, aí, uma palavra poderosa! Ela é utilizada, fundamentalmente, nas áreas da Psicologia e da Sociologia para, grosso modo, indicar a maneira civilizada de nosso comportamento nas relações sociais. Sua etimologia, muito semelhante à de “simpatia”, começa no grego e fala de paixão e compaixão. Significa tentar compreender o sentimento alheio diante das dores e dificuldades e reagir com benignidade. Antes de concordar comigo, façam uma consideração, mesmo rápida, sobre as circunstâncias que me levam a tratar deste assunto hoje. Em todos os atos sociais, descritos por palavras, cada um de nós tem o seu o próprio entendimento das definições. Embora, de maneira geral fiquemos dentro do campo semântico tratado, conseguimos resultados, às vezes, antagônicos. Vamos ao tema.
No Facebook – onde mais? –, encontrei uma mensagem, na qual a signatária tratava, “amorosamente”, do preço da carne; esse é, hoje em dia, o cavalo (sem nenhum duplo sentido) de batalha de quem desaprova as ações e decisões do presidente da república. O Brasil fechou um grande contrato de exportação de carne para a China, provando que as relações comerciais se sobrepõem às de natureza ideológicas. Aquele país, pelo qual tenho grande admiração no aspecto cultural e tecnológico, é, politicamente, comunista. Mas os dólares advindos dessa operação caem direto nos cofres do nosso país. Entretanto, o negócio tem sido uma verdadeira farra do boi (outra vez, sem duplo sentido) para os opositores ao chefe do Executivo brasileiro, pois o preço do alimento aumentou no mercado interno numa consequência compreensível, mas de esperada duração momentânea como costuma acontecer nessas situações.
A atividade contra e pró exportação, então, atingiu as raias do absurdo, com alguns defensores alardeando, grosseiramente, ter trabalho e poder comprar carne, sem importar o preço. Em contrapartida, me chamou a atenção a publicação de uma missivista contrária à venda. Transcrevo sua mensagem: “Eu não votei nesse traste [obviamente, o presidente] e continuo comendo carne, porque eu também trabalho. Mas não comprei a carne feliz, pois há quem vive com 400 reais por mês (…) A falta de empatia é a pior desgraça (…)”.
Assim, é fácil entender o sentimento dos pobres e ter empatia: ficar infeliz, mas continuar fazendo aquilo que, supostamente, está provocando a dor alheia. Penso haver muita gente empática no Brasil nos dias de hoje! E não só na questão da carne.
Por Plínio Dias Zíngano
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