Em encontro na terça-feira, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário reuniram-se com representantes do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (Iacs) e da Igreja Adventista. O tema foi o prédio onde se encontrava o Lar das meninas, que está sendo ocupado pela igreja. A reunião ocorreu na Câmara de Vereadores, na tarde da terça-feira, e contou com a presença de representantes do Sindilojas, Assistência Social, Lar Padilha, Lions Clube, Faccat, Rotary Clube e Conselho Tutelar.
De acordo com a vereadora Sirlei Silveira, este novo encontro foi agendado devido ao não comparecimento de representantes da igreja na reunião realizada na última semana. Ela destacou que a ideia de disponibilizar um novo abrigo não partiu da Câmara, mas sim de um apelo popular. Ressaltou a importância da união dos três poderes e de entidades do município, que estão trabalhando juntos por uma causa em prol da coletividade.
Durante o encontro, o prefeito Tito Lívio Jaeger Filho argumentou que o prédio onde funcionava o Lar das Meninas seria a solução ideal para a instalação de um novo abrigo para menores. “O local está pronto para atender crianças em parceria com o Lar Padilha. A administração se dispõe a alugar um novo local que seja apropriado para atender às necessidades do projeto social feito pelo Iacs, por meio da igreja. Não queremos tomar nenhuma medida extrema. Penso que poderemos chegar a um acordo sem ser preciso desapropriar o prédio”, disse o prefeito.
Entre os representantes da igreja, estava o pastor presidente da Associação Rio-Grandense, Marcos Oliveira. Ele ressaltou que, até então, não sabia dos planos do município para o prédio. Lembrou que a igreja não tem o poder de realocar a área, que foi cedida pela associação para projetos sociais. Em seguida, o diretor do Iacs, Irineu Souza, destacou que no local, atualmente é realizado um trabalho de orientação, com cursos e palestras. “Começamos atendendo os bairros Empresa e Cruzeiro, mas pretendemos ampliar para os outros bairros do município”, explicou.
Os representantes da Igreja Adventista pediram um prazo de dez dias para consultarem o presidente da associação, a fim de tentarem buscar uma solução para o impasse.


