CONTE UM POUCO SOBRE SUA HISTÓRIA PROFISSIONAL:
Depois que me formei como técnica em eletroeletrônica, fiz um estágio em Porto Alegre e comecei a dar aulas no Cimol. Mais tarde, fui para a Azaléia, onde atuava na área administrativa. Em seguida, mudei de setor. Em 1998 decidi viver só da música e comecei a trabalhar a arte na própria empresa, através do projeto CDV (Centro de Desenvolvimento Vocacional), onde havia um coral adulto, infanto-juvenil e, ainda, o projeto Flauta Doce. Me desliguei da empresa em 2007. Além disso, estudei música na UFRGS e nunca mais parei de me atualizar, através de seminários, oficinas, cursos. Em 2002 entrei para a Faccat e, depois, desenvolvi um projeto junto à prefeitura. Nele, lecionava música para professores a fim de que eles montassem corais nas escolas.
FALE UM POUCO DE SUA RELAÇÃO COM A MÚSICA:
Minha família tem uma relação muito forte com a música. Meus avós, assim como meu pai e irmãos mais velhos, sempre cantaram ou tocaram algum instrumento. Nesse meio, eu, que sempre fui católica, me envolvi desde muito cedo com a música. Quando pequena, cantava na igreja, inspirada pelos meus irmãos, que já faziam o mesmo. Aos 12 anos, entrei para o coral do Theóphilo, onde fui a primeira a gravar o hino a Taquara. Depois disso, nunca mais parei. Comecei a cantar em eventos, como casamentos e formaturas. Não me vejo mais longe da música.
E QUAL É A HISTÓRIA DA DUPLA CLEITON E CAROL?
Com a ajuda de Orlando Stumpf, um musicista amigo nosso, eu e meu irmão Sérgio participamos de um concurso da rádio Alegria. Na ocasião, meu irmão compôs uma música que acabou vencendo a disputa e nos dando a possibilidade de gravá-la em um CD, mas o problema era o nome da nossa dupla. Sérgio e Eni não soaria nada bem, eis que surgiu a ideia de pôr Cleiton e Carol! Gravamos a música e, mais tarde, falamos com o pessoal da Novemberfest, para que gravássemos o jingle para a festa. Eles aceitaram e, além do jingle, tivemos oportunidade de abrir shows para atrações como Rick e Renner e Só Pra Contrariar. Foi muito legal.
ATUALMENTE, O QUE VOCÊ DESENVOLVE NA FACCAT?
Estou fazendo um trabalho voltado à terceira idade, com o coral Viva a Vida. Através dele, não só tiramos essas pessoas do ócio como lhes damos a oportunidade de aprender música, que é uma arte linda. O mais importante de tudo é que dá para sentir que cada integrante do grupo sai de lá realizado. Durante a semana, chegam a me ligar, só para confirmar a aula da semana. Está sendo uma grande experiência para todos, pela troca de informações, de conhecimento. Conviver com essas pessoas é algo maravilhoso, gratificante ao máximo. Pela oportunidade, adoro ainda mais a Faccat.
COMO VOCÊ SE DEFINE? Uma pessoa simples, comum, do bem, extrovertida.
O QUE GOSTA DE FAZER NAS HORAS VAGAS? Brincar com meus bichos, tenho três gatos e um cachorro. Gosto, também, de ficar em casa e ver um filme ou seriado.
O QUE LHE TIRA DO SÉRIO? Várias coisas, sobretudo o descaso com o ser humano ou qualquer outra forma de vida.
UM SONHO: Bom, são tantos. Mas destaco gravar um disco de músicas religiosas com meu irmão, Sérgio.
QUEM VOCÊ TEM COMO EXEMPLO? Meus pais. Eles são minha base, e um grande exemplo de caráter, conduta e, sobretudo, sabedoria.
DEIXE UMA MENSAGEM AOS LEITORES DO JORNAL:
“ O que você tem, todos podem ter… mas o que você é, ah, isso ninguém mais pode ser” – Clarice Lispector.”


