
A Escola Adelina da Cunha, de Parobé, é uma das nove instituições de ensino que começaram o ano letivo de 2019 com a implantação do ensino médio em tempo integral. A instituição de ensino, que conta atualmente com mais de 400 estudantes, acrescentará mais cinco disciplinas no seu currículo, além de agregar aulas de robótica, qualificar os laboratórios de informática, ampliar a rede de internet e oferecer atividades pedagógicas ao longo do dia.
Conforme a assessora do Programa Escolas em Tempo Integral, da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Elida Maria Montani, os primeiros meses de implantação do programa na escola são de adaptação dos alunos ao novo modelo pedagógico em Tempo Integral. “Este é um momento de muito trabalho, tanto por parte da Seduc, como por parte da direção e dos professores da instituição de ensino, para que o atendimento aos alunos esteja 100% funcionando”, explica.
Os 79 alunos que começaram o programa no 1º ano do Ensino Médio terão disciplinas de Estudo Orientado, Culturais Juvenis, Língua Espanhola, Projeto de Pesquisa e Projeto de Vida, em que serão trabalhados temas relacionados ao autoconhecimento, e perspectivas para o futuro, como explica a diretora da escola, Cinara da Silva. “A implantação do Ensino Médio em Tempo Integral vai ao encontro das necessidades dos alunos da região. Na nossa comunidade os adolescentes buscam uma qualificação para o seu futuro profissional e tenho certeza que as mudanças no currículo irão acrescentar na formação deles”, destaca.
A professora de Língua Portuguesa, Literatura e Estudo Orientado, Márcia Borges Bueno, revela que os estudantes estão recebendo bem as novidades do Tempo Integral. “No início, sempre existe uma apreensão, mas ela vem acompanhada de uma expectativa muito boa. Tenho recebido relatos, inclusive, de alunos de outras séries que já gostariam de estar cursando o Tempo Integral”, conta.
Aprendizado para o futuro
A estudante Talita Tormes, de 16 anos, ingressou recentemente no Tempo Integral. Para ela, o novo currículo estimula o conhecimento. “Estou achando maravilhoso. As matérias nos incentivam a pensar em cursar a universidade e a ter um futuro profissional de qualidade”, afirma.
Jaqueline da Silva, de 15 anos, colega de Talita, destaca que além de favorecer a criatividade e estimular a vontade de aprender, a nova modalidade de ensino melhora a convivência entre os estudantes. “Ao conviver mais com os colegas ficamos unidos e mais próximos dos professores. Eu estou adorando”, diz.


