A região começa a semana, nesta segunda-feira (8), com a possibilidade de regredir, novamente, para a bandeira vermelha no sistema de distanciamento controlado. A classificação preliminar foi divulgada pelo governo na última sexta-feira (5). O índice definitivo será divulgado às 16 horas, no site do governo, que vê a regressão em indicadores do Paranhana para mudar a bandeira de laranja para vermelha.
Segundo o governo, dos quatro indicadores regionais, Taquara alcançou classificação de risco máximo, correspondente à bandeira preta, em um deles. É o caso do indicador de velocidade do avanço, a variação das hospitalizações confirmadas para Covid-19. Houve aumento nos registros de hospitalizações para Covid-19 nos últimos sete dias, que passaram de cinco para 13, crescimento de 160%.
Com o registro de cinco óbitos nos últimos sete dias, houve aumento de 25% em relação aos registrados na semana anterior – quatro óbitos. Ainda na nota técnica justificando a classificação, o governo afirma que, no caso do indicador de ativos sobre recuperados, a região registrou 374 ativos e 2.471 recuperados. Com isso, a razão entre as duas variáveis ficou em 0.15, uma melhora em comparação à mensuração anterior, que estava em 0.17.
“Destaca-se que a quantidade de novas hospitalizações em proporção da população é bastante elevada, refletindo na bandeira vermelha para o indicador de incidência na região”, pondera o governo. A média ponderada final da região cresceu de 1,04 para 1,44 nesta semana. Mesmo assim, ainda abaixo do limite de 1,50 para a aplicação da bandeira vermelha. Contudo, o governo afirma que aplicou a bandeira na cor vermelha para a região aplicando uma salvaguarda, por conta de que a macrorregião metropolitana apresenta 0,8 leitos livres para cada ocupado por Covid-19 e a região de Taquara apresenta incidência de hospitalizações alta.
O prefeito de Parobé, Diego Picucha, também presidente da Associação de Municípios do Vale do Paranhana, informou que a região não ingressou com recurso para tentar reverter a bandeira vermelha. Segundo ele, o motivo é que “os números realmente eram de bandeira vermelha”. Picucha contou que, na sexta-feira pela manhã, os técnicos das prefeituras já sabiam que os números eram de vermelha. “Então, a gente não fez recurso. A gente só entra quando entende que nossos números não são da bandeira que o Estado declara”, diz o prefeito parobeense.



