O governo do Estado divulgou a nota técnica com a classificação final das regiões no modelo do distanciamento controlado. O documento explica os motivos que levaram a indicação de bandeira vermelha para o Vale do Paranhana. Segundo o governo, o índice final na média ponderada da região ficou em 1,81 nesta semana, uma queda em relação aos 1,99 da semana anterior. Contudo, para passar à bandeira laranja, a região teria que ter uma média ponderada final menor que 1,50.
Segundo o governo, dos seus quatro indicadores regionais, a região de Taquara, que compõe o Vale do Paranhana, alcançou classificação de risco máximo (bandeira preta) em três deles. É o caso do número de hospitalizações por Covid-19 nos últimos sete dias, do número de hospitalizações por Covid-19 para cada 100 mil habitantes e da projeção de óbitos. O indicador do estágio de evolução da doença obteve bandeira vermelha.
O governo explica que houve aumento nos registros de hospitalizações para Covid-19 nos últimos 7 dias, que passaram de 19 para 26 registros nesta semana, crescimento de 37%. Com o registro de 10 óbitos nos últimos sete dias, houve crescimento em relação aos registrados na semana anterior (2 óbitos). No caso do indicador de Ativos sobre Recuperados, a região registrou 1.044 ativos e 2.014 recuperados.
“Destaca-se que a quantidade de novas hospitalizações em proporção da população é bastante elevada, refletindo na bandeira preta para o indicador de incidência na região”, explica o governo. Contudo, essas bandeiras pretas mencionadas são apenas nos indicadores que compõem o sistema de distanciamento controlado. Para a média final da região, a classificação é em bandeira vermelha.
Regra 0-0
Nenhum município do Vale do Paranhana se enquadra na regra 0-0 do governo do Estado, ou seja, todos terão que cumprir o regramento da bandeira vermelha. A região também está com o modelo de cogestão suspenso, segundo a Associação de Municípios do Vale do Paranhana (Ampara).


