O Sindicato dos Sapateiros de Parobé está tentando mobilizar as autoridades de Parobé na disputa pela fábrica da Usaflex. A companhia anunciou, na semana passada, a intenção de abrir duas novas unidades, colocando três municípios do Vale do Paranhana como possíveis sedes: Parobé, Igrejinha e Taquara. Nesta segunda-feira, o presidente do Sindicato, João Nadir Pires, divulgou um documento de intenções para com o município de Parobé, em que reforça a necessidade de uma ampla frente de Parobé para atrair ao menos uma das fábricas da companhia.
Nesta terça-feira, João Pires participou de entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, em que comentou a divulgação deste domingo e ressaltou os objetivos com a carta, que foi encaminhada às autoridades de Parobé, à imprensa e aos trabalhadores por meio de algumas fábricas. Segundo Pires, Parobé não deve medir esforços para que a empresa se instale no município, levando em conta a mão de obra qualificada disponível no município. Além disso, Pires disse que há espaços e prédios disponíveis para que a empresa se instale, conclamando o poder público a tomar todas as medidas possíveis para que a empresa se instale em Parobé. O Sindicato, inclusive, se colocou à disposição para auxiliar no que for possível junto às negociações. Pires ressaltou que se tratará de um investimento que, além de gerar empregos, melhorará a arrecadação de Parobé.
Outro ponto abordado na entrevista foi o Centro de Treinamento Profissionalizante criado pelo Sindicato, cuja manutenção da estrutura está ficando insustentável, segundo João, para que seja efetuada sozinha pela entidade. Por isso, Pires solicitou o apoio do poder público para conhecer o Centro, em que máquinas e profissionais estão disponíveis aos trabalhadores, tanto os empregados como aqueles que, no momento, não têm emprego, para que possam se capacitar e continuar ou voltar ao mercado de trabalho. A ideia de Pires é obter o apoio, quem sabe, para que o poder público assuma alguns custos mínimos, como o pagamento de instrutoras.
As preocupações do Sindicato ainda são relacionadas a questões do dia a dia de Parobé. Uma delas refere-se à oferta de vagas em creches municipais. Segundo Pires, um número muito expressivo de crianças não teve onde ficar no final do ano de 2016, devido ao recesso. Outra preocupação diz respeito à segurança pública e Pires, ex-presidente do Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (Consepro), reforçou a importância de ações no sentido de reforçar o número de policiais civis e militares em Parobé. Comentou que medidas devem ser estudadas, como a oferta de auxílios aos policiais, assim como fazem outros municípios.


