O cenário de desaceleração da economia brasileira vem dominando as manchetes desde o começo deste ano. O governo federal realiza um ajuste fiscal rigoroso, que envolve aumento de impostos e taxas, alguns deles impactando diariamente na vida do cidadão, como nas contas de luz e de combustíveis. Contudo, este cenário exige, dos lojistas, uma inovação permanente para driblar a crise e conseguir alcançar resultados satisfatórios. A opinião é do presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Vale do Paranhana (Sindilojas), Luciano Herzog, que concedeu entrevista ao Panorama, na terça-feira.
Em abril, Luciano, acompanhado de colegas de diretoria do Sindicato, participou do Congresso Nacional do Varejo, em Maceió. Na ocasião, uma das palestras que mais me chamou atenção foi a do economista do programa Conta Corrente, da Globo News, Sami Dama, que relatou o quadro da economia nacional. Na avaliação de Herzog, o momento de retração reflete dados desanimadores do Brasil, como a previsão de saldo negativo no Produto Interno Bruto (PIB), bem como a taxa de juros do País, que está muito elevada. Sami ainda repassou aos empresários o cenário de que a cotação do dólar é muito difícil de prever, mas que não se espera uma queda nos próximos meses. “O momento é de ajuste”, resumiu o palestrante, segundo Herzog.
Diante deste quadro, a situação mudará a maneira de o varejista trabalhar, uma vez que o consumidor, atualmente, está exigindo vantagens para fazer suas compras. Com isso, o cliente está sendo mais criterioso nas aquisições, o que cria o desafio de o empresário lojista atender bem e criar soluções novas, principalmente diante da concorrência, cada vez mais alta. Herzog defende que não há mais espaço para o “amadorismo” na gestão dos negócios, ressaltando a importância do planejamento e da inovação.
Para auxiliar os empresários locais, o Sindilojas anunciou que, em julho, fará um seminário voltado à gestão dos negócios. “Crise sempre se teve, em algum momento da história. É importante que os empresários enxerguem essa situação como uma oportunidade de melhorar os negócios, com ações de planejamento e iniciativas voltadas à inovação”, ressaltou. Para o seminário, está confirmada uma palestra com a economista chefe da Fecomércio, Patrícia Palermo. Também haverá uma segunda palestra, com nome ainda a ser confirmado. O evento, segundo Luciano, abordará a temática de como enfrentar o cenário de crise.
Matéria publicada na edição impressa de 15/05/2015.


