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Entidades do Vale do Paranhana pedem revisão da proposta de concessão do Bloco 1 de rodovias

Representantes de associações comerciais, industriais e empresariais defendem mudanças no modelo apresentado pelo Estado, com foco na redução de pedágios, tarifas e revisão das prioridades de investimentos
Banco de imagens das rodovias administradas pela EGR – Empresa Gaúcha de Rodovias. ERS – 474, entroncamento da BR 290 com ERS 239. FOTO: Jefferson Bernardes/ Agência Preview

Representantes de entidades empresariais do Vale do Paranhana manifestaram preocupação com o modelo atual de concessão do Bloco 1 de rodovias, um pacote de concessões (Parceria Público-Privada) que engloba cerca de 450 km de estradas, do programa RS Parcerias. O posicionamento foi definido durante reunião promovida pela Câmara da Indústria, Comércio, Serviços e Agropecuária do Vale do Paranhana (CICS-VP), realizada na manhã desta quarta-feira (10), em Taquara.

O encontro reuniu representantes do Instituto Taquara Mais, do Sindicato das Indústrias Calçadistas de Três Coroas, do Sindicato das Indústrias Calçadistas de Igrejinha, da CDL Taquara, da CDL Igrejinha e Três Coroas, da ACISA Rolante-Riozinho, da ACISA Sapiranga e da própria CICS-VP.

Segundo as entidades, após uma análise técnica da proposta apresentada pelo Governo do Estado, foi identificado que o modelo atual necessita de ajustes antes de sua implementação. O grupo reconhece a importância dos investimentos em infraestrutura e da modernização da malha rodoviária estadual, mas avalia que a proposta, da forma como está estruturada, pode gerar impactos relevantes para moradores, trabalhadores e empresas da região.

Entre os principais pontos levantados pelas entidades estão a redução do número de praças de pedágio previstas, a diminuição das tarifas propostas aos usuários e a revisão do cronograma de execução das obras. O grupo também defende maior transparência nos custos administrativos, operacionais e financeiros considerados no modelo econômico-financeiro da concessão.

Outro aspecto apontado foi a necessidade de revisar o escopo dos investimentos e as prioridades de execução previstas no projeto. De acordo com as entidades, os ajustes são necessários para garantir equilíbrio entre os investimentos planejados, a competitividade econômica regional e a capacidade de pagamento dos usuários.

Durante a reunião, também foi destacada a importância de priorizar intervenções voltadas à segurança viária e melhorias nos trechos considerados mais críticos da malha rodoviária regional. A localização das futuras praças de pedágio também deverá ser reavaliada, conforme defendem os participantes.

Ao final do encontro, ficou definida a elaboração de um posicionamento conjunto das entidades, que será encaminhado ao Governo do Estado durante o processo de discussão da concessão. O documento deverá reunir as principais sugestões e reivindicações do setor produtivo regional em relação ao projeto.

A proposta de concessão do Bloco 1 integra o programa RS Parcerias e abrange rodovias consideradas estratégicas para a mobilidade e o desenvolvimento econômico de diferentes regiões do Rio Grande do Sul.