
Oito entidades do Vale do Paranhana divulgaram, na última sexta-feira (9), um posicionamento sobre a proposta do governo do Estado relacionada às concessões de rodovias. A ideia do governo poderá acarretar na criação de três praças de pedágios no Vale do Paranhana, o que vem sendo combatido por lideranças políticas regionais. No texto, as entidades consideram inoportuna a discussão sobre os pedágios no atual momento de crise e defendem que a instalação dos novos postos de cobrança impactará negativamente nos negócios.
A nota é assinada pelas seguintes entidades:
- Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Agropecuária (Acisa) de Rolante;
- Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Rolante e Riozinho;
- Sindicato do Comércio Varejista do Vale do Paranhana (Sindilojas-VP);
- Sindicato dos Empregados no Comércio (Sindicom);
- Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Igrejinha e Três Coroas;
- Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Parobé;
- Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Rolante e Riozinho.
As entidades afirmam que a concessão de rodovias ao setor privado, tanto para manutenção quanto para ampliação de capacidade de tráfego, como é o caso proposto, acaba por gerar aumento de custo em produtos e serviços. “A referida proposta apresentada pelo Estado visa, inicialmente, em síntese, arrecadação e a forma mais eficiente de acelerar investimentos em infraestrutura. No entanto, extraindo do povo o recurso necessário para desenvolver tal projeto”, afirmam.
“Embora as referidas entidades sequer tenham sido consultadas, entendem que movimentar e tratar este tema neste momento tão delicado de retomada da economia não é uma decisão oportuna, já que haverá mudança nas praças de pedágios e a criação de novas para comportar a arrecadação e viabilidade do projeto, impactando negativamente assim diretamente nos negócios e na população”, completa a nota.
A nota finaliza: “Desta forma, o tema merece maior atenção, estudo e, principalmente, oitiva da população acerca do que se está propondo alcançar com tais medidas, e não pura e simplesmente aplicação sem nenhuma consulta popular, pois deve-se respeitar as características das regiões em que serão impactadas para garantir eficiência”.


