Recebido no final de setembro, o tomógrafo que chegou ao Hospital Bom Jesus ainda não entrou em funcionamento. A informação foi confirmada pelo diretor técnico da casa de saúde, Fábio Strauss, em entrevista ao Jornal Panorama, nesta semana. Segundo o diretor, o equipamento aguarda a configuração final para entrar em atividade, serviço que já foi contratado pelo Instituto Vida, mas ainda não realizado. O diretor também negou a falta de insumos na operação do Hospital.
Logo após assumir a gestão do Bom Jesus, o Instituto Vida acabou desistindo dos serviços de um tomógrafo alugado, por entender que os custos de operação eram muito altos e o equipamento não tinha os resultados adequados. O Instituto providenciou, então, a transferência de um tomógrafo de uma de suas unidades de Santa Catarina para Taquara e o equipamento chegou na última semana de setembro. Mesmo assim, até quarta-feira, não entrou em funcionamento. Segundo Strauss, o motivo é que o serviço de configuração foi solicitado e pago ao técnico responsável, que prometeu diversas datas e não foi até o hospital para realizar o trabalho. O diretor informou que o caso foi repassado, então, ao setor jurídico do Instituto Vida para que possa ser solucionado. Mesmo assim, Strauss assegurou que os atendimentos aos pacientes são realizados mediante contratação de exames.
O diretor ainda se manifestou sobre eventual falta de insumos necessários à operação da casa de saúde. Segundo Strauss, devido aos atrasos em repasses do governo do Estado, houve alguns problemas no final do mês, mas o Bom Jesus recorreu à Secretaria Municipal de Saúde e a outros hospitais parceiros, de forma a assegurar o atendimento à comunidade. Nesta semana, Strauss disse que não ocorreu a falta de nenhum insumo para a operação do hospital.
Segundo o diretor técnico, o que vem atrapalhando o hospital são os atrasos de repasses do governo gaúcho, combinado aos três meses em que o hospital trabalhou sem contrato, de abril a julho. Estes valores o Estado se comprometeu a pagar, mas ainda não liberou. De acordo com Strauss, assim que for disponibilizado o dinheiro, seria possível quitar alguns compromissos em atraso do hospital taquarense. Sobre o pagamento dos médicos, o diretor informou que está sendo cumprido parcelamento firmado em recente reunião dos profissionais com a direção do Instituto Vida. Contudo, Strauss reconheceu atraso no pagamento de 50% referente à produção de setembro, que ainda depende da liberação de verbas do governo gaúcho.


