
A Escola Municipal de Ensino Fundamental, João Martins Nunes, no bairro Medianeira, em Taquara, passou a contar com um Ecoponto para o recolhimento de resíduos sólidos. A inauguração do espaço foi na sexta-feira (18). O projeto é uma parceria da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes (Smece), Rotary Club de Taquara, Instituto Vitória e a Cooperativa de Reciclagem e Limpeza (Cooreli), que através das Comissões deMeio Ambiente e Qualidade de Vida (Com-Vida´s) das escolas, que integram alunos mobilizadores e incentivadores das causas ambientais na escola e no bairro, darão prosseguimento a este projeto.
Este é o primeiro Ecoponto nas escolas do Município, todo material arrecadado será recolhido pela Cooreli, transportado até a central – um espaço cedido no Instituto Vitória – e depois levado para a Usina de Reciclagem de Moquém para a separação e consequente destinação adequada dos resíduos, retornando como recurso financeiro à escola. A estrutura é simples feita com palete de sofás em desuso, três tonéis de indústria de piscinapara a destinação de papel, plástico e metal e uma placa indicativa financiada pelo Rotary Club. Haverá umcaminhão disponível para fazer esta logística de recolhimento nas escolas e entrega na central que vai inaugurar em menos de um mês no Instituto Vitória.
Segundo destaca a coordenadora de Educação Ambiental da Smece, Sabrina Amaral. “A ideia é que todas as 28escolas, que tem as Com-Vida´s, tenham um Ecoponto, fortalecendo o trabalho que desenvolvem, e, que a comunidade saiba que existem e os utilizem para destinar seus resíduos”, menciona. Ela explica que a João Martins Nunes já desenvolve um trabalho forte de recolhimento, tendo uma Com-Vida muito ativa, questões que implicaram em iniciar o projeto no educandário. “Mas já temos diversas escolas interessadas em acolher os Ecopontos”, comemora Sabrina.
Representando o Rotary Club de Taquara, a mobilizadora da causa ambiental, Nara Mattos, diz que as crianças são motivadoras para que os pais também abracem a iniciativa e tragam pra escola os resíduos sólidos como plástico, papel e metal. “Este material saindo das escolas não vem sujo, isso é primordial, fica um material limpo e mais valorizado para o recolhimento e o descarte correto feito pela Cooreli. É preocupação ambiental, é o cuidado com o planeta”, observa Nara.
Para o secretário de Educação, Cultura e Esportes, Antônio Edmar Teixeira de Holanda, o trabalho estáacontecendo pelas parcerias adquiridas ao longo da caminhada. “Tudo o que acontece na escola deve-se àsparcerias, ao engajamento de diversas pessoas. E uma das coisas mais importantes nos dias de hoje é a reciclagem. Que bom que Taquara está se preocupando com isso, incentivando a população. Esta escola será oespelho para as demais escolas do Município”, afirma o secretário.
A diretora da escola, Natália Konrad, demonstra sua gratidão. “É um momento muito especial porque quando se trata de Meio Ambiente, falamos da nossa vida, que vida queremos daqui pra frente, e, apesar de simples o projeto, grandes resultados virão por aí. A nossa escola quer ser uma escola totalmente sustentável e vamos conseguir atingir esta meta”, revela Natália, lembrando que vem mais coisa boa pro educandário. “Em breve aescola vai ser lixo zero em resíduo orgânico, vamos adquirir minhocasas suficientes para comportar 100% do resíduo feito aqui”, revela.
O presidente da Cooreli, Alexandre Cândido, salienta que o mais importante é a questão pedagógica. “Queremos alcançar o máximo de escolas que pudermos. Hoje conseguimos fazer todo o ciclo, separar, destinar e fazer com haja um retorno através de receita pra escola, isto é um incentivo. É uma atitude pequena que terá um grande resultado”, explica Cândido, informando que, hoje, 80% do lixo eletrônico da cidade é descartado corretamente, através da Cooreli, resultando em cerca de 10 toneladas de material por mês.
“Trabalhamos com diversas empresas, pois emitimos licença de descarte correto. Com a doação de alguns materiais vamos conseguir pagar esta logística com as escolas. Mas não estamos preocupados com isso, independente se vai dar lucro ou não, estamos preocupados com o fundo pedagógico. O principal motivo disso é que a comunidade de Taquara tenha onde colocar o seu material”, afirma.
O Ecoponto efetua o recolhimento dos materiais encaminhando de forma adequada a indústrias especializadas, fazendo assim, o processo de forma correta, motivando os envolvidos e ampliando a ideia. O Ecoponto está aberto à visitação de todas as escolas, empresas e população em geral, a fim de instruir e desmistificar a questão da reciclagem, bem como tudo o que o tema abrange.
Projeto semelhante já acontecia na escola
Em maio deste ano, a EMEF João Martins Nunes iniciou um projeto de recolhimento e descarte correto de resíduos sólidos através da Com-Vida, coordenado na escola pela professora, Eliane do Amaral. “Percebemos que a separação de resíduos não era eficaz no bairro e decidimos auxiliar as famílias recolhendo e destinando de forma correta os resíduos de suas casas”, revela Eliane.
O trabalho iniciou com uma caminhada pelo bairro. “Verificamos que haviam vários locais com descarte incorreto, atraindo bichos e doenças, além da contaminação do solo. Fizemos uma pesquisa com os alunos, e, descobrimos que mais da metade das famílias descartavam seus resíduos dentro de um mesmo recipiente não fazendo o descarte correto”, explicou a aluna e integrante da Com-Vida, Tauana Armesto, 12 anos, do 6º ano.
“Após o levantamento destas informações o grupo da Com-Vida fez um trabalho sobre a importância da separação adequada para o Meio Ambiente então, fizemos uma visita a Cooreli para ver na prática como é feita a separação e ficamos impressionados com a mistura de resíduos sólidos e orgânicos. Com a parceria da Cooreli fizemos um trabalho na escola e começamos a separação, por isso a separação adequada de resíduos já é uma realidade em nossa escola”, cita a aluna, e também participante da Com-Vida, Gabriele Alexandra, 11 anos, 6º ano.



