A Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Otília Marmitt passou, recentemente, por uma ampla reforma, além de uma revitalização que deixou o local mais acolhedor aos alunos, familiares e a toda equipe escolar. Localizada em Rio da Ilha, interior de Taquara, e, com apenas 11 alunos e duas funcionárias, a diretora e também professora, Liliane da Cunha e a merendeira e também servente, Liane Sonia Matana, a transformação deixou a comunidade boquiaberta, mas muito feliz.
“A escola está mais viva, ao passarmos pela estrada, antes nem a enxergávamos, agora percebemos o prédio de longe”, comemora o presidente do CPM da escola, Dejair Antonio da Silva. “Coisas simples, tão pequenas que estão fazendo muita diferença na nossa escola, e isso, reflete diretamente a todos nós, por isso estamos muito felizes”, afirma Silva que participa do CPM há muitos anos.
A escola pertence ao núcleo Rio da Ilha, junto com as EMEFs Henrique Fetter, Dionísio Pires de Melo, Antônio Martins Rangel e Pinto Bandeira. Cada uma delas recebe alunos em determinados anos, a Otília Marmitt, atende os 2º e 3º anos. A diretora Liliane, à frente da instituição de ensino desde fevereiro foi, aos poucos, conquistando as mudanças, com auxílio do CPM e da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes (Smece).
Ela conta que a primeira coisa realizada foi a reforma dos armários que estavam danificados. Como a escola é multisseriada e contém duas salas, pensou em fazer algo diferente. “Colocamos as duas turmas numa mesmasala de aula, onde eles ficariam bem mais acomodados, com climatização adequada. A outra sala fizemos um espaço mais descontraído, de apoio pedagógico, com vídeo, cantinho da leitura, mesas para trabalhos em grupos, jogos, um ambiente diferenciado extraclasse”, explica Liliane.
Com as salas organizadas, o próximo passo foi readequar a secretaria, organizar o arquivamento de documentos, listados de 1949 em diante. Depois seguiram para a revitalização do pátio, com a poda de árvores para que a iluminação solar adentrasse e deixasse o ambiente mais aquecido e energizado. “Sol é vida e eles precisavam de um pátio mais sequinho, mais adequado para poderem correr, brincar”, observa a diretora.
A escola também passou por reformas elétricas, troca de lâmpadas, acabamentos das paredes, pintura interna e externa, conserto da passarela de entrada, reforma e pintura da pracinha, instalação de placa de identificação,reforma no sanitário e na cozinha. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 20 mil reais. A diretora conta que uma das aquisições mais esperadas foi a compra de uma mesa para o refeitório da escola. “Um sonho que tínhamos era ter uma mesa e o CPM comprou a mesa pra nós. Olhava as crianças lanchando na sala de aula e achava muito desconfortante e desagradável, fizemos uma mesa de 18 lugares, esperando que aumente nosso número de alunos”, relata.
Conforme o secretário da Smece, Antônio Edmar Teixeira de Holanda, a escola sempre funcionou bem, mas precisava de um tratamento, uma reforma, e a diretora se preocupou em deixar a escola mais harmoniosa, mais bonita. “O aluno tem que ter vontade de frequentar a escola. Para todas estas mudanças, uma das coisas mais importantes foi a parceria entre a escola, a secretaria e o CPM que juntos e, aos poucos, foram reinventando o educandário”,revela o secretário.
Mas as mudanças continuaram, as famílias começaram a participar e se integrar ainda mais das ações e atividades escolares. Hoje eles contam com uma horta feita em parceria com o morador local e pai de aluno,Lauri Luiz Bickel. “Auxiliei o projeto pensando nas crianças, apenas dei uma colaboração mínima de algo que é o meu lazer. É importante para as crianças, é interessante e a escola está muito mais bonita”, afirma Bickel.
O desejo de trazer a família para escola deu certo. “Logo que iniciei meu trabalho no educandário um dos meus objetivos era trazer a comunidade para a escola. Então criamos o projeto Eu, minha família e a interação de todos com a Escola. Dentro deste projeto, iniciamos a horta escolar e foi muito positivo, pois além de ganharmos alimentos fresquinhos, temos a família sempre perto da gente”, comemora Liliane.
Além de todas estas benfeitorias, a escola, mesmo pequena, oferece muitas atividades e projetos aos alunos,podemos citar a Sacola Literária, o Coletivo Educador e a Hora do Conto. Numa das salas eles tem computadores para usar nas horas vagas, sempre direcionando a atividades pedagógicas, sendo um recurso diário para preencher o tempo ocioso. A escola organiza diversas promoções visando angariar fundos financeiros, como a Feira de Páscoa, a Festa Junina e o Meio Frango – este último acontece no dia 23 de setembro.






