Érica Ostrowski
Esta postagem foi publicada em 17 de janeiro de 2020 e está arquivada em Érica Ostrowski.

Escolhas, por Érica Ostrowski

Escolhas

Olá, queridos amigos! Vamos falar de uma situação que passamos muito na vida. Momento de fazer escolhas.

Provavelmente já falei sobre o assunto, e seguirei falando enquanto poder fazer as minhas.

Imagino a vida como uma planta pluvial, o mapa dos rios, onde em muitos ou poucos quilômetros temos que decidir entre uma bifurcação, trifurcação ou mais. Se soubermos para onde queremos ir e tivermos uma boa orientação espacial, no mínimo iremos na direção certa, mas é possível de não ser o exato caminho esperado, corre-se o risco de ser surpreendido, no bom ou mal sentido. Por isto quando abrimos a possibilidade para surpresas e aventuras, tecnicamente se vai além. Por vezes desligar o motor e deixar a suavidade das correntes nos embalar, enquanto observamos o entorno.  Mais uma vez digo que maturidade é uma bênção, e ela não vem apenas com a idade, vem com vivências.

Como disse no texto da semana passada, aceitei um convite sem certeza algum sobre o futuro, mas com a sensação de que havia me preparado para isto, viver com intensidade suavemente, o hoje me deixava segura para vivê-lo.

 A decisão de viver um romance, relacionamento e uma experiência pessoal em um paraíso não é sem ônus, o que fazer sobre a distância dos meus amores?  Filhos, amigos, trabalho, meu apartamento gostoso, e mais e para mim o único impasse, escolher viver mais tempo longe do meu recém chegado maior amor, meu neto Augusto.

Para mim a razão teve que ser a gestora desta questão e a segurança no meu maior sentimento, o amor.

Amor por meus filhos que estão adultos, resolvidos, unidos em suas próprias buscas. Não tem distância que mude isto, ainda mais em tempos de comunicação tão acessível. O trabalho no meu caso sou autônoma, criativa e me adequando à vida nômade. Amigos, sinto saudade e adoro as idas e vindas, tanto no Sul e agora amigos queridos no Nordeste. Sobre o Augusto, olho muitas fotos e vídeos a toda hora, falamos semanalmente por vídeo e quando estou perto aproveito cada minuto. Tenho a tranquilidade de ele ter os melhores pais do mundo, a melhor família que poderia ter, e eu sou a vó. Sem dúvida nem medida para este amor. (Obrigada a @JanainaJacometo por me inspirar e encorajar a curtir este amor e mostrar ser possível ser vó à distância). Bom a história é esta! Não foi nem é fácil em todos os momentos fácil, cada escolha é uma renúncia, a minha, só por hoje, tem me feito feliz. Sigo com tudo que tinha e mais a experiência de encontrar um indivíduo que eu mesma desconhecia, em mim.

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