Esportes

Escolinha de Futebol do Inter busca formar atletas e cidadãos

Possuindo cerca de 315 núcleos em todos os estados brasileiros, e até mesmo no Mercosul, a escolinha Genoma Colorado é

Possuindo cerca de 315 núcleos em todos os estados brasileiros, e até mesmo no Mercosul, a escolinha Genoma Colorado é uma das iniciativas do Sport Clube Internacional para formar atletas. Com sede em Taquara, o Genoma possui 270 jogadores de toda a região. Coordenado pelo ex- atleta do Internacional, Milton José Pacheco, mais conhecido por Santa Rosa, o projeto foi criado pelo Inter em agosto de 2002.
Além de Taquara, Santa Rosa também é o treinador e coordenador do Genoma Colorado em Rolante, atendendo 80 crianças. Natural de Santa Rosa, Milton iniciou no esporte quando tinha 15 anos e foi para Porto Alegre realizar uma avaliação na equipe do Inter. Passando nos testes, começou a fazer parte do plantel colorado. “Sempre contei com o apoio de minha família, o que foi muito importante. Atuei como volante pelo Internacional de 1983 a 1989, chegando a jogar ao lado de grandes atletas como Taffarel e Luís Carlos Winke”, contou.
Se aposentando dos gramados aos 30 anos, devido a uma lesão, Santa Rosa disse nunca esquecer o seu jogo de estreia pelo futebol profissional, contra a equipe do Esportivo, de Bento Gonçalves, no estádio Beira-Rio. “Em 1987, quando estreei diante da torcida colorada, foi uma experiência que nunca esquecerei. O placar final ficou em 1 x 1. Já o meu primeiro confronto contra o Grêmio foi no Estádio Olímpico, quando vencemos pelo placar de 2 x 0. Eu ainda atuava pela equipe dos juniores”, relembrou.
Sobre seu envolvimento com o Genoma Colorado, Santa Rosa explicou que o núcleo taquarense foi um convite feito pelo conselheiro colorado Antônio Adil Souto, mentor do projeto. Os treinos do Genoma acontecem sempre nas quartas-feiras e nos sábados, no campo do Parque do Trabalhador. “Realizamos o acompanhamento disciplinar e escolar de cada atleta, além dos cuidados com a alimentação. As crianças são muito dedicadas e conto com total apoio dos pais”, ressaltou. “O esporte valoriza o caráter e o futuro de cada atleta, mantendo as crianças longe das más influências que acabam levando para os entorpecentes. Quem pratica esporte não tem tempo a perder com drogas. Mesmo aqueles que não se tornam jogadores, acabam virando cidadãos exemplares”, finalizou.

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