Escritora rolantense conquista cadeira na Sociedade Literária Morro do Castelo, no Rio de Janeiro

Além de escritora, Ana é professora da rede municipal de Rolante e tem diversas obras publicadas
Publicado em 26/07/2021 15:41 | Atualizado em 26/07/2021 15:45 Off
Por Alan Júnior

A professora de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e escritora Ana Elicker, natural da cidade de Rolante, foi agraciada com uma ‘cadeira’ na Sociedade Literária do Morro do Castelo, localizada no Rio de Janeiro. Segundo Ana, a indicação ocorreu por meio de membros da sociedade, após diversas publicações e por ser curadora e organizadora de antologias.

Escritora rolantense, Ana Elicker.

Ana participa da sociedade desde 2020 e ocupa a Residência nº 7 da Ladeira da Misericórdia, que tem como patrona a poeta Cecília Meireles. Junto à Sociedade Literária do Morro do Castelo, Ana organizou a Antologia ‘Vozes da Margem, Vozes na Margem: Narrativas fora de centro’, publicada em 2021, pela Editora Alpheratz.

A escritora possui diversas produções literárias, contos e poesias. Dentre suas obras, estão: As Pontes (2001); Vozes de Fogo (2003); Ana, para ler e sentir (2005); Três (2018). Além destas publicações, Ana também foi curadora da Coletânea Retalhos: vol.1 – Quarentena Poética (2020) e vol.2; O Tempo, o Eu e o Outro (2021) e vol. 3; e Redescoberta. A escritora teve ainda, inúmeras participações em antologias, urso de contos e poemas e foi curadora e organizadora de antologias.

Produção técnica

Publicou os livros técnicos: Literacia Digital (2020); Literacia Digital, Gêneros e Mídias em sala de aula (2020). Literacia Digital, Diversidade e Inclusão em sala de aula (2021). Como professora, em 2018 foi finalista do PRÊMIO PROFESSORES DO BRASIL/MEC, representando a região sul do país e como prêmio imersão educacional, no Canadá, onde foi agraciada com menção honrosa.

Sobre a sociedade

A Sociedade Literária do Morro do Castelo, é um coletivo literário que tem como foco o incentivo e a divulgação de novos escritores e de literaturas que tenham tanto relevância artística quanto social. O Morro do Castelo, foi o Morro em que a cidade do Rio de Janeiro foi pela primeira vez habitada, possuía a primeira via pública da cidade, a Ladeira da Misericórdia, igrejas históricas, todo um patrimônio incalculável.

Apesar disso, sendo habitado por uma população de grande maioria pobre, foi totalmente arrasado no início da segunda década do século XX, depois de tempos de esquecimento dele e de sua população por parte do poder público. Escritores como Lima Barreto e Monteiro Lobato, em suas crônicas e artigos, foram frontalmente contra a destruição do Morro e do desamparo de sua gente. Foi um crime praticado pelo Estado Brasileiro a nível cultural, patrimonial e humano.

Os membros da nossa Sociedade Literária, sob esse símbolo, entendem a literatura como uma atividade artística, mas também política, o escritor não deve se alienar dos problemas da sua sociedade sob o pretexto de uma inexistente estética pura. Por isso, ao se tornar membro de nossa Sociedade Literária, o escritor recebe uma placa que indica o lugar de sua residência literária na Ladeira da Misericórdia, principal via de acesso ao Morro do Castelo, sob a égide de um patrono ou patrona.

“Ana Elicker ocupa a residência nº 7, que tem como patrona a poeta Cecília Meireles. A Carta de Instalação expõem acerca dos méritos de Ana Elicker para se juntar à Sociedade Literária do Morro do Castelo”, destaca o poeta e presidente da sociedade, Pedro Paulo Machado.

>> Deixe sua opinião: