
O Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (Marsul), situado na localidade de Quilômetro Quatro, em Taquara, deverá completar 10 anos, em 2018, de fechamento à visitação pública. Desde então, a Prefeitura já assumiu aquele espaço, que voltou a ser de responsabilidade do governo do Estado. A Secretaria Estadual da Cultura está buscando o levantamento da interdição junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para que a visitação no local possa ser reabertura. Também há necessidade de algumas obras físicas para que isso possa ocorrer.
Em entrevista ao Jornal Panorama, na última sexta-feira (16), o secretário Victor Hugo (foto ao lado) comentou a situação do Marsul durante visita que realizou a Taquara. Lembrou que o Museu se encontra dentro do atual quadro conjuntural do Estado, de precariedade nas finanças, e ressaltou que, quando assumiu, o local já se encontrava interditado. “Fizemos uma primeira intervenção, de R$ 85 mil, em obras físicas. De lá para cá, tenho pedido à minha assessoria, juntamente com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico, que busque junto ao Iphan o levantamento da interdição, pois, conseguido isso, tem a visitação pública, que está suspensa em função da interdição”, comentou o secretário.
Victor Hugo reforçou que o acervo do Marsul está sendo tratado, até mesmo em cumprimento a uma decisão judicial que obriga o governo gaúcho a manter este cuidado. “Nós fizemos uma chamada pública para ver que instituições educacionais gostariam de fazer este tratamento, tendo curso de arqueologia, colocarem este conhecimento para trabalhar com o acervo. E, para a nossa felicidade, a chamada teve aceitação de uma produtora cultural que, em parceria com a PUC, entrou no processo e está fazendo o tratamento do acervo. O museu está atendendo apenas a comunidade científica, mas está entre as nossas metas retomar a visitação pública”, garantiu o secretário.


