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Diretora do Hospital Bom Jesus revela números da casa de saúde

Maria Celoí Maciel da Costa revelou os dados durante reunião da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Taquara,

Maria Celoí Maciel da Costa revelou os dados durante reunião da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Taquara, na semana passada. Segundo ela, o Estado deve, atualmente, em valores referentes a alguns meses de 2014 e 2015, cerca de R$ 1,2 milhão ao Hospital. Além disso, desde que o serviço de atendimento a casos de câncer começou a ser prestado, nenhum valor foi liberado pelo Estado para pagar esta especialidade. Até a semana passada, o Hospital aguardava um repasse do governo gaúcho para pagar os valores em atraso com médicos, que somam dois meses. Também vencia na sexta-feira passada o salário dos funcionários do hospital, que não foi pago.

 

Prefeitura de Taquara mantém repasses de 2015 em dia ao hospital
Segundo a diretora Maria Celoí da Costa, a administração tem compromisso de pagar 110 mil reais por mês à casa de saúde, dentro do contrato de gestão firmado com o Mãe de Deus. Em relação a este ano, não há nenhum atraso neste repasse. Contudo, os débitos relacionados a este valor somavam, em janeiro, R$ 1,8 milhão, dívida que começou a ser paga pelo Executivo no primeiro mês deste ano. A Prefeitura parcelou a dívida, assumindo repasses de 108 mil reais por mês, que estão em dia atualmente. Questionada, a diretora não confirmou de quais governos eram provenientes estes débitos. A atual administração de Taquara afirma que são dívidas relacionadas à gestão do ex-prefeito Délcio Hugentobler.

 

Administração de Taquara nunca pagou valores relacionados ao déficit do Hospital Segundo explicou Maria Celoí aos vereadores, pelo contrato em vigor entre a Prefeitura e o Mãe de Deus, todos os prejuízos decorrentes do funcionamento do hospital devem ser suportados pela administração de Taquara. A medida leva em conta que a casa de saúde pertence, efetivamente, à Prefeitura. Atualmente, segundo Celoí, está no Executivo, para ser ajustado entre a contabilidade do Executivo e a do Grupo Mãe de Deus, o valor referente ao déficit operacional. Conforme Celoí, este valor nunca foi pago pela administração de Taquara, desde que o hospital começou a funcionar, em 2009. A diretora informou que, atualmente, a dívida gira em cerca de R$ 3 milhões, dinheiro que foi injetado pelo Mãe de Deus para manter o hospital funcionando, mas que terá que ser pago pela Prefeitura de Taquara.

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