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EGR anuncia obras em rodovias de Taquara, mas descarta retomar duplicação da 239

TAQUARA – O próximo verão pode ser diferente aos motoristas que costumam ficar presos no engarrafamento formado na confluência das

TAQUARA – O próximo verão pode ser diferente aos motoristas que costumam ficar presos no engarrafamento formado na confluência das ERS’-239 e 020, em Taquara, quando se dirigem ao litoral. Nesta semana, a reportagem obteve resposta da EGR (Empresa Gaúcha de Rodovias) sobre obras no local e, também, acerca de outras intervenções nas rodovias que cercam a cidade.

 

Segundo o diretor técnico, Milton Cypel, a EGR está retomando um contrato – que recebeu do Daer – com a empresa Sultepa, responsável pela manutenção da ERS-239. Através dele, e de uma licitação que selecionará outra empresa para fornecer asfalto, serão realizadas obras em diversos pontos da região, se estendendo por cerca de dez meses, com previsão para iniciar em maio.

 

Entretanto, Milton não soube precisar datas sobre o início das obras em Taquara, pois haverá apenas uma equipe de trabalho, que atuará em uma obra por vez, e ainda não foram elencadas as prioritárias. “Acredito que vamos iniciar em junho, mas é apenas uma previsão. No entroncamento das ERS’s 239 e 020 faremos um alargamento lateral, para que motoristas que vêm de Parobé possam seguir à direita (em direção ao Litoral ou Porto Alegre, por exemplo) sem parar na sinaleira. O mesmo acontecerá para quem desce de São Francisco pela 020 e quer entrar na 239. Porém, não é possível removermos a sinaleira, em virtude daqueles que vêm da 239 e precisam subir pela 020, em direção a São Francisco, por exemplo”, explicou.

 

Há outra obra prevista para acontecer na ERS 239. Os motoristas que descem da Serra pela ERS 115 e querem chegar a 020, precisam fazer um retorno já na ERS 239, a cerca de 700 metros depois do viaduto. Atualmente o retorno consiste apenas em um recuo lateral, com cerca de 70 metros, e a alta demanda faz com que, muitas vezes, carros invadam a pista de rolagem enquanto aguardam para fazer o retorno, criando uma situação de risco. “É algo que não tem uma solução mágica, pois apenas obras grandes – como um viaduto ou trincheira – resolveriam o problema. O que vamos fazer agora é ampliar o recuo lateral e sinalizar com taxões”, afirmou o diretor.

 

Milton se pronunciou, ainda, sobre outros dois pontos problemáticos na região: a entrada para a Faccat na ERS 115 (para quem vem de Igrejinha) e a duplicação da ERS 239 no trecho entre Taquara e Rolante. Sobre o primeiro assunto, disse que “é um caso similar ao que acontece no retorno da 239, pois quem precisar chegar à faculdade depende de um recuo lateral. Atualmente não temos nenhuma intervenção prevista para o ponto, mas estamos abertos a propostas da Faccat, por exemplo, caso ela tenha um projeto com as próprias despesas”, disse. Já sobre a duplicação, a resposta foi clara: “é uma obra cara, que custará cerca de R$ 80 milhões para ser concluída. Agora estamos trabalhando apenas com recursos do pedágio e concentrando esforços em pequenas intervenções. Não há dinheiro. A obra está longe de continuar”, manifestou-se.

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