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Estudantes propõem soluções inovadoras no evento Hackatime realizado na Faccat

Durante dois dias, estudantes do ensino médio participaram do Hackatime na Faccat, desenvolvendo soluções inovadoras para problemas reais da comunidade
(Fotos: André Amaral/Rádio Taquara)

Nesta sexta (8) e sábado (9), a Faccat sediou o Hackatime – Tempo de Inovar, maratona de desenvolvimento realizada em parceria pelo Sicredi Caminho das Águas, Instituto Taquara Mais, Faccat, Crisdu Labs e escolas da região. Durante dois dias, dez equipes formadas por alunos do ensino médio trabalharam no desafio de criar soluções para problemas reais da comunidade.

Segundo Fernando Neves, vice-presidente do Instituto Taquara Mais, os participantes chegam sem saber exatamente como será a dinâmica.

“Cada um apresenta uma ideia, que pode ser um aplicativo, um site ou qualquer proposta inovadora para resolver um problema. As ideias são votadas e as dez mais bem colocadas se transformam em equipes, que passam por etapas de definição e validação do problema, desenvolvimento de um protótipo e preparação do pitch para apresentar à banca avaliadora”, explicou.

Ele acrescenta que este ano há parceria com o Sebrae para que projetos promissores avancem ao mercado.

Ideias “fora da caixa”

Entre as propostas, o grupo do estudante Raul Oliveira Garcia, do Cimol, criou um sistema de segurança para zeladorias de condomínios.

“Detectamos uma falha no sistema de zeladoria de uma escola em Gramado. O serviço é terceirizado e o porteiro é trocado toda semana, o que impede que ele crie vínculo com as crianças ou conheça os responsáveis por elas. Isso pode resultar em liberar uma criança para a pessoa errada. Já houve casos de pais com restrição judicial tentarem buscar os filhos e, por falta de informação, o porteiro liberar. A ideia é criar QR Codes, cada um vinculado a uma criança. Ao consultar o código, o porteiro ou professor teria acesso rápido a quem está autorizado ou não a buscá-la, com foto e nome do responsável”, explica.

Outra ideia foi apresentada pelo grupo de André Gabriel Schuh, também do Cimol. “Estamos desenvolvendo uma automação para atendimento de micro e pequenos lojistas, utilizando inteligência artificial. O objetivo é melhorar a experiência de atendimento, tanto presencial quanto online, trazendo ganhos em vendas, lucro e eficiência para o comércio”.

Concentração na elaboração dos projetos

Já o grupo de Bruno Silva, do Cimol, propôs uma plataforma para aproximar artistas independentes de estabelecimentos. “Pensamos em criar um espaço que conecte artistas independentes a estabelecimentos. Assim, eles podem se comunicar e agendar eventos diretamente pelo site, facilitando para que os artistas encontrem oportunidades e os locais encontrem bons profissionais”.

O Hackatime integra atividades práticas, mentorias e minicursos, culminando na apresentação dos projetos a uma banca formada por quatro avaliadores. As três melhores propostas são premiadas, e algumas podem receber apoio para avançar no mercado por meio de programas do Sebrae.