
O motorista do automóvel Toyota/Corolla que acabou sendo atingido por uma Mercedes/GL250, no acidente ocorrido na noite desta segunda-feira (12) – em que um jovem, que foi identificado como Lucas Zimmer, de 20 anos, morreu – disse que não viu o veículo vindo em direção ao seu carro. “Eu senti uma pancada e acabou tudo”, relatou à reportagem da Rádio Taquara, Valdacir Antônio Pereira da Rosa, de 61 anos, morador do bairro Cardoso, em Parobé.
De acordo com Valdacir, ele retornava de uma visita a sua sobrinha, moradora de Rolante, por volta das 21h, e seguia pela ERS-239 – sentido Taquara/Parobé – quando no exato momento em que descia o viaduto de acesso à ERS-115 foi atingido pelo veículo.
“Eu não vi o carro vindo para o meu lado. Acho que o carro veio de cima, sei lá de onde veio. Eu só senti a pancada. Eu nem sabia o que estava acontecendo, até então. Só me dei conta quando uma mulher, acho que era dos Bombeiros, me perguntou se eu sabia o que havia acontecido. Eu estava tonto, bati a cabeça”, explica Valdacir.
Além de bater a cabeça, seu Valdacir disse que teve ferimentos no braço direito, cortes nas pernas, dores no peito devido ao acionamento do air-bag, mas se sente bem. Conforme as imagens do veículo após a colisão, pode-se dizer que foi um milagre que Valdacir tenha sofrido apenas ferimentos leves. Após o acidente, ele foi conduzido ao Hospital Bom Jesus, de Taquara, onde permaneceu em observação, até as 3h da madrugada, e depois foi liberado.

Questionado sobre seu carro, seu Valdacir diz lembrar pouco de como ficou o veículo. “Olha, a respeito do meu carro, eu só lembro que tinha a porta do motorista. O resto eu não vi mais”, frisa. E, conforme as imagens, realmente, a pancada foi tão forte que parece ter arrancado todo o lado do carona do veículo, desde a parte frontal até a traseira. “Me parece que eu consegui sair caminhando, mas, com a pancada eu esqueci das coisas e saí sem olhar para trás”, completa.
Quando perguntado sobre o que sentiu depois de se dar conta do que havia acontecido, e da sua situação física, Valdacir disse que só tem a agradecer. “Eu só tenho a agradecer a Deus. Não tenho nada para reclamar”, finaliza.


