Desde esta quarta-feira (9), tem circulado pelas redes sociais um áudio atribuído ao ex-diretor de Cultura de Taquara Paulo Wagner de Oliveira (PT). Na gravação, há críticas à atuação dos prefeitos da região na condução da crise do coronavírus, bem como ao que Paulo classificou como elites de Taquara e da região. Também menciona que todos os candidatos a prefeito são ligados ao bolsonarismo, e que o PT deveria combater de forma mais firme esse movimento na região.
Contatado pela Rádio Taquara, Paulo Wagner confirmou a veracidade do áudio, dizendo que as análises contidas nele foram objeto de avaliações internas feitas em uma reunião do diretório do PT, e que não poderiam ter vazado. Segundo ele, é normal que dentro de ambientes internos da sigla, todos compartilhem suas visões sobre diversos assuntos. Paulo afirmou que o PT se manifestará em nota oficial a respeito do áudio vazado.
Mesmo assim, disse que sua posição sempre foi clara, contrária ao que ele chama de movimento bolsonarista. “Sou um cara que defendo a democracia, a liberdade, a transparência e o humanismo”, disse. Com relação às críticas que fez aos prefeitos, disse que possui um posicionamento de que os chefes dos Executivos ficaram com medo de fazer o enfrentamento a um lockdown (fechamento) de forma mais efetiva. Segundo Paulo, essa posição foi reafirmada ao prefeito de Taquara, Tito Lívio Jaeger Filho (PTB), em uma reunião na quarta-feira (9), em que manifestou o fato de que a gravação se deu em uma atividade interna e que é normal a existência de divergências pontuais sobre a condução dos projetos administrativos.
Com relação à política de alianças do PT, Paulo disse que o partido está apoiando a candidatura ligada à atual administração por entender que as políticas que estão sendo realizadas devem ser mantidas. Lembra que a sigla participa desde 2012 do governo, em um modelo que ele considera que deu certo. Segundo Paulo, ele respeita a todos os candidatos, mas acredita que as políticas em andamento precisam continuar em Taquara.
Sobre a realização de manifestações em Taquara, que ele menciona, no áudio vazado, estar organizando com movimentos de fora do município, Paulo defende a necessidade delas, no próximo ano, se continuar o que ele avalia como desmantelamento da educação, do serviço público, das privatizações, pautas lideradas pelo governo Bolsonaro. O ex-diretor afirma que sempre deixou bem claro ser oposição ao governo do presidente e que essas atividades, sem qualquer tipo de violência, devem acontecer com todos os movimentos sociais, em especial os sindicatos de trabalhadores.


