Ex-vereador Levi Metanoya se pronuncia sobre mandado da Polícia Federal em sua residência

Ao todo foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Pelotas, Santa Vitória do Palmar e Taquara
Publicado em 31/08/2021 11:44 | Atualizado em 31/08/2021 11:47 Off
Por Rádio Taquara
Foto: Ouvinte da Rádio Taquara

Deflagrada na manhã desta terça-feira (31), pela Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), a Operação Tomentella cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Pelotas, Santa Vitória do Palmar e Taquara. Durante a ação, que visa a combater desvios de recursos públicos do Hospital Bom Jesus de Taquara, entre os anos de 2016 e 2017, foram cumpridos mandados na casa do ex-prefeito Tito Livio Jaeger Filho e do ex-vereador Levi Batista de Lima Júnior, o Levi Metanoya.

Em entrevista à Rádio Taquara, logo após a passagem da PF por sua residência, Levi, que é o atual presidente do Conselho Municipal de Saúde, confirmou que, por volta de 7h, os agentes da PF e da CGU estiveram em sua residência.

“Eles estiveram, com um mandado, porque envolve assuntos de 2014 e 2015, quando eu também fui presidente do Conselho Municipal de Saúde, e ligado à secretaria de Saúde. Os agentes entraram, convidaram dois vizinhos pra estarem juntos como testemunha, olharam caixas de arquivos e, após uns 45 minutos, foram embora levando apenas o meu telefone celular, dizendo que devolveriam mais adiante”, relata o ex-vereador.

Sobre a vinda do ISEV para Taquara, o presidente do Conselho de Saúde conta que participou da reunião de oficialização dessa empresa e, a partir daí, dentro das tratativas por conta de sua função, buscou formas de atendimento à comunidade, e de protocolos envolvendo o Posto de Saúde 24h e a rede básica de saúde, com a média complexidade que é o hospital. “Nada além disso. Eu não indiquei a empresa, não trouxe nada, mas as pessoas, muitas vezes, gostam de criar histórias. Mas os fatos falam mais alto”, reforça Levi.

Em relação aos recursos públicos federais repassados no período à associação civil, de aproximadamente 16 milhões de reais, que parte deles teria sido utilizada para pagar despesas não autorizadas em proveito próprio e em favor de outras empresas, a título de taxa de administração e consultoria, Levi confirma que ouviu falar que havia, de fato, essa prática. “O que acontece é que os gerentes que estiveram ali à frente, como diretor administrativo, eles sabiam que, muitas vezes, tinham que fazer compras, sabiam que tinham que pagar contas, mas era tudo centralizado em Porto Alegre. Era tudo feito daquela forma, na metodologia que a entidade que estava gerenciando fazia. Depois, quando eles foram afastados, da mesma forma que surgiram esses boatos de que eles pagavam ‘coisas’ para si próprio, da diretoria que não eram envolvendo saúde pública, e que poderia até estar pagando para terceiros, eu também ouvi falar. Não vou negar porque isso foi bem explanado. Agora envolvendo a minha pessoa ou alguém ligado a mim, de ter recebido algum valor, isso não ocorreu”, destaca o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Taquara.

A reportagem da Rádio Taquara também contatou o ex-prefeito Tito Livio Jaeger Filho e aguarda retorno para a publicação do seu posicionamento.

Ouça, na íntegra, a entrevista com Levi:

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