Polícia

Exame indica que mulher foi morta com 52 facadas em Parobé

Eloísa foi assassinada na localidade de Santa Cristina do Pinhal.
No sábado, houve a caminhada da Paz em Santa Cristina do Pinhal, sobre o crime envolvendo Eloísa. Divulgação

A Polícia Civil revelou, nesta terça-feira, que o exame de necropsia feito no corpo de Eloísa Freitas de Moraes, 56 anos, indicou que ela foi atingida por 52 facadas. O cadáver foi encontrado no dia 17 de março, após ter ficado cerca de uma semana desaparecido. O inquérito foi concluído pela Polícia Civil e indicou um casal de vizinhos como autores do crime. Ambos estão presos e confessaram o latrocínio (roubo seguido de morte).
Inicialmente, os policiais contaram, no dia em que o corpo foi localizado, 38 ferimentos na vítima. Em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, o delegado Rafael Sauthier informou que a necropsia apontou o número maior de agressões no corpo de Eloísa. Do ponto de vista policial, o delegado disse que o inquérito já foi remetido ao Judiciário para as providências.

No último sábado, familiares e amigos de Eloísa realizaram uma caminhada pedindo paz, na localidade de Santa Cristina, e também cobrando mais investigações. O delegado disse que vê com naturalidade este tipo de manifestação, pois compreende a dificuldade que familiares possam ter diante da perda.

Mesmo assim, o delegado Rafael informou que foram ouvidos de sete a oito vizinhos e familiares. Os acusados confessaram o crime e admitiram que o objetivo era roubar pertences da vítima. Indicaram onde estavam os pertences roubados, no forro da casa deles, onde os objetos foram localizados pela polícia. Além disso, a mulher indicou onde estava o corpo de Eloísa, que também acabou localizado.

O delegado informou que havia uma tese de que Eloísa (foto) poderia ter sido vítima de magia negra e um suspeito foi ouvido, mas essa hipótese foi descartada. O casal que confessou o assassinato também afastou a possibilidade de um crime religioso. “Não apareceu uma prova que indicasse que pudesse se tratar de magia negra ou de uma outra religião, apenas uma desconfiança, mas a polícia não pode trabalhar com desconfiança”, comentou o delegado, que ressaltou o empenho da Polícia Civil em ter concluído o inquérito em menos de 10 dias.