Amigos, familiares, conhecidos, sei lá, tantas pessoas fazem parte do nosso convívio, tantas situações surgem, muitas vezes parecendo testar nossos sentimentos. Quando se trata de viver momentos alegres, tudo ocorre sem grandes novidades, pois a conversa gira em torno do cotidiano familiar, profissional, do que está ocorrendo na mídia escrita ou falada, portanto, o desenrolar do bate-papo transcorre dentro da normalidade.
Mas, quando surge a doença, o hospital, se o fato acontece com um familiar ou com alguém muito próximo a nós, mexe sensivelmente com nosso psicológico, pois nem todos agem da mesma forma em tais situações. Nessas ocasiões, é preciso estarmos preparados para enfrentar o que estiver por vir, principalmente quando esse ente querido necessita de cuidados específicos, como ficar num hospital para tratamento médico, sofrer uma cirurgia delicada e, de repente, ter de se submeter a um tratamento continuado.
Muito bem, tudo isso parece ser algo normal, mas, se depararmos com tal situação, precisarmos de cuidados mais intensos, solicitar isso a quem? Geralmente cabe aos familiares, mas, muitas vezes, podem surgir os amigos, aqueles que estão sempre prontos para colaborar quando preciso for, sem a necessidade de se pedir a eles, que o fazem simplesmente pela vontade de ajudar, de cuidar, de zelar por quem quer que esteja precisando.
O espírito de doação deve estar presente em nossas vidas sempre que for necessário ou quando surgir uma oportunidade. Saber que podemos ajudar, contribuirmos com um simples gesto, isso não tem preço, é algo que faz um bem danado, não só para quem esteja precisando, mas principalmente para quem o faz; é alimento para a alma.
Há um ditado muito sábio que diz: “Faça o bem sem olhar a quem”. Isso é fato, mas nunca devemos fazer algo por alguém com o intuito de sermos recompensados; ela é a satisfação do dever cumprido, da caridade para com nosso irmão.
Ah! E quando se trata de filhos e netos, nossa, daí o bicho pega, pois quando isso acontece, a entrega é total, intensa, constante, é um corre-corre danado. A nora ficou grávida, tudo bem, a felicidade é geral, então vai nascer o bebê, correria para o hospital, alegria, ansiedade, um misto de expectativa, mas, quando se vê aquela coisinha linda, o desarme é total. Choro de um lado, sorriso de outro, abraços de felicidade, mais um ciclo que se fecha.
Hoje vive-se uma grande alegria aqui em casa com a presença da Ana Carolina, que enche a casa de alegria e felicidade. Ela veio para somar e, com certeza, é um anjo que foi enviado pelas mãos do criador.
Pensam que a história acaba por aqui? Nada disso, pois está chegando por aí a Leticia, que já está na reta final, prontinha para ser recebida por todos nós. Com isso, as atenções estão voltadas para a futura mamãe, toda ansiosa, pois a menininha anda meio apressada, querendo vir um pouco antes da hora. Então lá vai a vovó, correndo para dar a atenção necessária, o colinho aconchegante para superar esse momento tão delicado e esperado.
Eis aí a importância da entrega, da doação, da devoção para com as pessoas que nos são queridas, sejam elas de sangue ou amigos em comum. Por isso, sempre devemos arranjar tempo para servirmos. E pedir ao Papai do Céu que possamos estar prontos para, quando precisarem de nossa ajuda, nada possa nos satisfazer mais do que poder nos doar por quem amamos e a quem queremos bem.
Clair Wilhelms
– Professora –
Esta postagem foi publicada em 11 de fevereiro de 2011 e está arquivada em Caixa Postal 59.


