Falta de conhecimento sobre local e autoconfiança podem contribuir para afogamentos

Comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários alerta sobre perigos em Rolante e Riozinho.
Publicado em 19/02/2018 18:13 Off
Por Vinicius Linden

O verão de 2017-2018 está sendo marcado por episódios trágicos nas cascatas de Riozinho. Foram três mortes em afogamentos na localidade, sendo duas na Cascata das Três Quedas e uma no Chuvisqueiro. Para o comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Rolante, Leandro Gottschalk, o que pode contribuir com as ocorrências é a falta de conhecimento dos visitantes sobre os perigos das cascatas. Além disso, a autoconfiança também é um dos fatores de risco, uma vez que, geralmente, as vítimas sabem nadar e se arriscam nos locais. Um mapeamento dos pontos de risco será feito com a nova equipe de mergulhadores dos bombeiros voluntários.

A primeira morte foi registrada em 28 de dezembro, tendo como vítima Vinicius Dulac, 28 anos, morador de Porto Alegre. Já a segunda vítima foi Ademar Lemos de Figueiredo, 49 anos, que morreu no dia 7 de janeiro. Os dois se afogaram na Cascata das Três Quedas. Já na Cascata do Chuvisqueiro, morreu Marcos Vinícius Garcia Schmitt, 25 anos, morador de Porto Alegre. O acidente aconteceu neste domingo. De acordo com Gottschalk, em muitos casos, o choque término pode provocar cãibra e, inclusive, dificultar os movimentos dos visitantes e provocar os afogamentos.

O comandante ressaltou que os bombeiros voluntários fazem campanhas de conscientização junto às áreas de lazer, principalmente em Rolante, mas também abrangendo Riozinho. No caso riozinhense, há necessidade de um trabalho de implantação de placas de orientação, o que cabe à Prefeitura, uma vez que é responsável pelo gerenciamento do local. O que os bombeiros farão, a partir de agora, é um levantamento sobre todas as características dos balneários. Isso será possível a partir de uma nova equipe de mergulhadores que se formou, aumentando de dois para seis os profissionais com essa especialização disponíveis na corporação. Leandro adianta que os mergulhadores visitarão os locais e buscarão dados como profundidade, características das águas, entre outros. Estes indicadores serão base para a confecção de placas de orientação aos visitantes.

Mas, a principal dica deixada pelo comandante dos bombeiros voluntários é cuidado pelos próprios banhistas. Segundo Gottschalk, não se pode acessar locais em que não se tem o conhecimento apropriado e é necessário muito cuidado com a autoconfiança.

Resgate feito pelo Corpo de Bombeiros contou com uma tirolesa para retirada de corpo, na Cascata das Três Quedas, em janeiro. Divulgação

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