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Falta de conscientização dificulta trabalho de coleta seletiva em Parobé

Mais de 700 toneladas de lixo são recolhidas mensalmente no município.
Separação do Lixo é feita na localidade de Santa Cristina do Pinhal. Divulgação/Eduarda Rocha

Apesar de estar em vigor desde o ano passado, Parobé ainda enfrenta dificuldades no serviço de coleta seletiva. O maior problema, segundo os responsáveis, é a falta de conscientização da comunidade quanto à separação de resíduos. Ao todo, mais de 700 toneladas são recolhidas diariamente pela empresa Onze Construtora, que coordena o trabalho de coleta.

Apesar de ser um serviço de extrema necessidade, o município foi o último a implantar a separação na região do Vale do Paranhana. Dados do IBGE apontam que somente 15% da população brasileira tem acesso ao sistema de coleta seletiva. Além de promover a geração de renda para centenas de pessoas e economia para as empresas, a separação do lixo garante uma grande vantagem para o meio ambiente uma vez que diminui a poluição dos solos e rios.

Realizada em um pavilhão na localidade de Santa Cristina do Pinhal, a separação dos resíduos é feita por doze funcionários, que selecionam o que é recolhido. Após este processo, o lixo é compactado e enfardado. Já os resíduos orgânicos rejeitados, acabam depositados em contêineres que fazem o descarte no aterro sanitário localizado em São Leopoldo. “A principal dificuldade que enfrentamos no processo de coleta seletiva ainda é a falta de conscientização. Recebemos muito lixo seco misturado com resíduos orgânicos”, explica o gerente operacional da empresa, Vinicius Cardozo.

Para o presidente do Legislativo e idealizador da coleta seletiva no município, Moacir Jagucheski, a conscientização também é importante para alcançar o desenvolvimento. “Este trabalho reduz os impactos ambientais consequentes do consumo. Ao separarmos o lixo, vamos facilitar seu tratamento, diminuindo as chances de impactos nocivos ao meio ambiente e para a saúde do planeta. Cuidar do lixo também é pensar em desenvolvimento”, destaca.

Descarte o lixo corretamente
Para facilitar o entendimento sobre o descarte dos resíduos, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), estabeleceu cores para diferentes locais de descarte na coleta seletiva. Entenda: Azul: papéis e papelões; Verde: vidros; Vermelho: plásticos;

Amarelo: metais; Marrom: resíduos orgânicos; Preto: madeiras; Cinza: materiais não reciclados; Branco: lixos hospitalares; Laranja: resíduos perigosos; Roxo: resíduos radioativos.

Para o lixo eletrônico, a Prefeitura dispõe de um serviço de recolhimento que acontece toda a primeira quinta-feira do mês, das 14 às 17 horas, na Rua Coberta da Praça 1º de Maio. No local podem ser descartados resíduos como pilhas, baterias, celulares, computadores, entre outros.

Lixo orgânico é rejeitado e enviado em contêineres para o aterro sanitário. Divulgação/Eduarda Rocha