
Enquanto aguardava Verani Corso, de 77 anos, retornar de Mendoza, na Argentina, onde havia ido realizar o grande sonho de conhecer a “terra do D’Alessandro”, seus filhos Ramão Corso, de 46 anos, e Dioneia Roberta Corso Valerio, de 52, receberam a triste notícia de que sua mãe havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico no hotel, precisando ser internada no hospital local. A família agora está realizando uma campanha solidária para trazer a matriarca de volta a Riozinho, sendo necessário o transporte em uma UTI aérea, com orçamento de mais de R$ 130 mil.
Conforme Ramão, que é secretário de Saúde de Riozinho, mas precisou se afastar do cargo em razão do problema de saúde na família, sua mãe é torcedora fanática do Sport Club Internacional e viajou à Argentina no dia 29 de julho, numa excursão de ônibus, na companhia de um grupo de idosos, chegando na cidade de Mendoza no dia 31 de julho.
“No dia 02 de agosto minha mãe teve um AVC hemorrágico no hotel e, desde então, está internada no Hospital Central de Mendoza. Ela tem um coágulo de 4,5 cm no cérebro, que os médicos acreditam que será absorvido, e está com o lado esquerdo do corpo paralisado. Como não consegue deglutir, teve que fazer uma traqueostomia”, conta o morador de Riozinho.
Assim que soube da situação de Verani, que já deveria estar trabalhando a parte fonoaudiológica, mas ainda não foi possível em razão dos sintomas do AVC e da dificuldade natural em compreender o espanhol, o secretário de Saúde licenciado de Riozinho viajou de carro, na companhia da esposa, até a Argentina e segue em Mendoza desde o dia 04 de agosto, tendo muitos gastos com hospedagem, alimentação e combustível.
“Não há previsão de alta, nem de liberação para o Brasil, não sendo em uma UTI aérea, por conta dos riscos que uma viagem de 2.200 quilômetros de ambulância trariam. E o orçamento mais barato que consegui para este serviço é de R$ 133.799,00”, relata Ramão.
Sem condições de arcar com os custos totais deste transporte, os dois filhos de Verani, que foi professora primária da rede pública dos 16 aos 60 anos, tentaram buscar auxílio do consulado brasileiro da Argentina e da Secretaria Estadual de Saúde. Sem obter sucesso.
“Infelizmente, o Consulado Brasileiro e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul deram de ombros para o problema e mandaram a gente ‘se virar’. Desinteresse total com uma cidadã brasileira que passou a vida toda sob sol ou chuva, percorrendo 15 km a pé ou de bicicleta para alfabetizar crianças”, analisa Ramão.
Além do valor necessário para o transporte da Argentina ao Brasil, Verani também está tendo muitos custos com medicamentos e fraldas descartáveis, sem contar o tratamento de reabilitação que enfrentará assim que chegar em Riozinho.
Para auxiliar a família a trazer a moradora de Riozinho de volta pra casa, Ramão e sua irmã criaram uma campanha no site Vakinha, com o nome “Ajude a levar minha mãe de volta ao Brasil”, onde pedem a ajuda de todos que puderem colaborar, com qualquer valor.
“Todos sabem quanto ganha um professor primário de rede pública. Somos dois filhos e minha irmã também é professora da rede pública. Infelizmente, não temos condições de arcar com este transporte. Além do que, também teremos um tratamento de reabilitação pela frente que vai consumir muitos recursos”, destaca o filho de Verani.
Interessados em contribuir com a família de Riozinho, doando qualquer valor em dinheiro, devem acessar o link http://www.vakinha.com.br/3963572. E quem quiser auxiliar os filhos de Verani de alguma outra forma, ou intermediar o transporte entre Argentina ao Brasil, podem entrar em contato com Ramão, pelo telefone (51) 99611-6096.


