A Prefeitura de Taquara e a Associação dos Proprietários e Amigos do Camelódromo chegaram a um acordo sobre a desocupação do espaço junto à Praça da Bandeira. As definições aconteceram durante reuniões realizadas nesta sexta-feira (foto), entre representantes da administração municipal e a associação dos camelôs. Pelo consenso, o prazo para a desocupação é de 60 dias.
Após a audiência na Justiça de Taquara na quinta-feira, o advogado dos camelôs, Arleu Machado de Oliveira, disse que esgotou os recursos jurídicos que a associação poderia tomar para evitar a retirada. Diante disso, os camelôs passaram a aceitar o acordo que já havia sido proposto pela administração.
O acordo formalizado, e que será encaminhado para análise da Justiça, prevê a desocupação no prazo de 60 dias ou até o término das obras do antigo terminal rodoviário de Taquara, para onde será transferido o camelódromo. A Prefeitura comprometeu-se a iniciar os repasses de R$ 3 mil mensais para a associação tão logo for firmado os contratos de locação.
Além disso, a Prefeitura também auxiliará a associação na negociação dos espaços dentro do prédio e na divulgação do novo local. No prazo de 120 dias a administração também deverá promover ações de regularização do alvará dos camelôs. Caso a desocupação for descumprida pelos comerciantes, o acordo prevê retirada compulsória por determinação da Justiça.
Na coletiva de imprensa em que o acordo foi anunciado, a prefeita em exercício, Michelle Sápiras, salientou a possibilidade de entendimento obtida com os camelôs desde a audiência de quinta-feira. O procurador da Prefeitura, Fernando Luz Lehnen, disse entender que uma desocupação a força poderia gerar mais problemas tanto para o Executivo, como para os camelôs. Por sua vez, o presidente da associação, José Martins, disse que se não é a solução ideal, uma vez que ainda existem camelôs resistentes a ideia, foi a única que poderia ter sido obtida.
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