Feira da Melancia inicia amanhã com sapecada do milho verde, cardápio campeiro e workshops em Taquara

O evento, que tem início nesta sexta (7) e segue até o dia 31 de janeiro, ocorrerá na Rua Coberta.
Publicado em 06/01/2022 14:38 Off
Por Alan Júnior
Foto: Magda Rabie/Divulgação

De 7 a 31 de janeiro, na Rua Coberta de Taquara, além da melancia que já tem o seu destaque anualmente, o milho verde também passa a integrar o evento intitulado “Feira da Melancia e Sapecada do Milho”. Mesmo não havendo a comercialização de milho verde por causa da estiagem, haverá momentos para degustação de pratos com o cereal. A organização é da Administração Municipal pela Secretaria da Agricultura, Secretaria de Educação, Cultura e Esportes, Secretaria de Meio Ambiente, Diretoria de Segurança e Trânsito, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicato Rural do Vale do Paranhana, Senar e Emater.

Segundo o tradicionalista Marco Aurélio Angeli, conhecido como Zoreia, responsável pela sapecada do milho verde durante a feira, o evento fará um resgate cultural grande à região. “Esta é uma alimentação deixada de herança pelos nossos indígenas que depois serviu também de base para a alimentação de nossos colonizadores, pois onde existia plantação de milho, existia alimento. E isso acontece até hoje. Será uma mostra culinária para que a comunidade valorize o que temos, pois muitas vezes, só se come ou se conhece o milho verde quando se está na praia, mas o grão é empregado na nossa alimentação diária como matéria prima de diversos outros alimentos”, explica Angeli.

A Sapecada do Milho Verde

A sapecada acontecerá em quatro momentos durante a feira. No sábado (15), logo após a solenidade oficial, às 10h30 e à tarde, às 16h; e no domingo (16), também uma pela manhã (10h30) e outra à tarde (16h). Segundo Angeli, o prato além de típico e saboroso é muito fácil de ser preparado. Basta largar as espigas de milho ainda com a palha e os “cabelos” diretamente sobre a brasa ou colocá-las em cima de uma grelha, assim que começarem a secar e queimar estão prontas. “Vamos levar esta forma de preparo mais rústico do milho para a comunidade conhecer um pouco mais a nossa cultura”, destaca.

Zoreia é o responsável pela sapecada do milho verde. Foto: Cristiano Vargas

Incentivadora do resgate histórico, a prefeita Sirlei Silveira, revela sua satisfação perante a realização do evento. “Estamos muito felizes em podermos oferecer mais esta oportunidade a nossa comunidade que estará mais perto da cultura regional e interiorana, da tradição dos nossos antepassados, mas também pelos tradicionalistas, assim como o Marco Aurélio que se dedica tanto ao tropeirismo, à cultura gaúcha e demonstra tanto amor ao que é e ao que vem do campo”, observa Sirlei.

Cozinha tropeira

Além da sapecada do milho, Angeli em parceria com o Sindicato Rural do Vale do Paranhana e o Senar, também oferecerá, a quem visitar a feira, um cardápio tropeiro com paçocas (mistura com amendoim, farinha de mandioca, açúcar e sal), café de cambona ou café tropeiro (bebida preparada na fogueira, sem o uso de coador onde o pó é simplesmente misturado à água e fervido, utilizando a própria brasa para separar resíduos do líquido) e feijão tropeiro (prato a base feijão, farinha de mandioca, torresmo, ovos, cebola e temperos). “Os pratos estarão sendo comercializados, no sábado, dia 15 e no domingo, dia 16, a partir das 12h a um preço justo somente para suprir o custeio dos ingredientes”, revela Angeli.

Workshops e cozinha experimental

Ainda como uma das novidades desta edição do evento, a organização traz à apreciação dos visitantes no sábado (15), dois workshops, um deles sobre o milho e suas finalidades, com o engenheiro agrônomo Marcelo Biassusi e outro sobre a produção de melancia, com o engenheiro agrônomo, Arnaldo. Ainda no sábado, às 15h, será conduzida pela nutricionista Claudiane Luz, a cozinha experimental com receitas de melancia e milho verde. Já no domingo, a cozinha experimental será coordenada pelo Senar e por Marco Aurélio Angeli.