Fale um pouco sobre seu trabalho na Emater:
Há três anos iniciei na Emater pela unidade de Triunfo e, há dois, estou em Taquara. Aqui, acumulo as funções de agrônomo e de chefe da unidade. Assim, trabalho na área administrativa e, também, no crédito rural e outras atividades relacionadas diretamente ao campo. Gosto de trabalhar aqui porque não tenho uma rotina fixa, um dia é sempre diferente do outro, com atividades distintas.
Como você vê Taquara?
Um lugar especial, porque ainda mantém seu interior vivo. O pessoal fala alemão em muitos lugares, e me identifico com isso, pois minha avó também pratica o idioma em sua pequena propriedade. Além disso, trabalhar aqui é muito bom pois os produtores são muito inteligentes, sabem trabalhar, não abrem mão do conhecimento e do conforto.
Atualmente, há mais incentivos para que as famílias se mantenham no campo do que existia em outras décadas. Você acredita que isso possa ocasionar um movimento de pessoas voltando ao campo?
Claro, inclusive já existem casos assim em Taquara. Porém, quem volta da cidade para o campo chega ao interior com uma mentalidade e política diferente daqueles produtores antigos, ou dos que abandonam o interior em tempos passados. Eles apostam numa cultura específica, por exemplo, para ampliar seus lucros, e não dispensam a tecnologia, através de maquinário e itens de conforto, como internet, telefone, ar condicionado. Há casos similares, também. Por exemplo, gente que trabalha na cidade, mas que continua vivendo no interior justamente por este conforto. Já em outras situações, há pessoas que vivem e trabalham na cidade, mas mantêm chácaras onde plantam algo e de lá extraem complemento para sua renda, apostando em uma possibilidade futura.
Você nasceu em uma cidade predominantemente urbana, bem próxima de Porto Alegre. Como se deu escolha pela agronomia?
Fui influenciado pelo meu avô materno, hoje falecido. Ele vivia em uma pequena propriedade e sempre plantou tomates, alface, rúcula, uva, entre outras frutas e legumes. Ele sempre me incentivou e seu gosto pela terra acabou passando para mim e, assim que terminei o ensino médio, fiz técnico em agropecuária. Depois, consegui ingressar na UFRGS para cursar minha graduação.
Como você se define? Alguém feliz, de bem com a vida, e ético.
O que gosta de fazer nas horas vagas?
Bom, hoje não danço mais em CTG, mas gosto de acompanhar rodeios e outras atividades relacionadas ao Centro. Também gosto muito de ficar em casa, cuidando das minhas duas cadelas: a Mônica, uma boxer; e a She-ra, uma vira-latas. Ah, também gosto de cortar a grama – no verão, costumo fazer isso duas vezes por semana.
Um lugar: Pretendo voltar ao Rio.
Um artista musical: Ana Carolina.
Quem você tem como exemplo?
Meus pais. Meu pai sempre me norteou e é um exemplo de ética. Já minha mãe, de perseverança.
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“Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas todos podem começar agora e fazer um novo final” – Chico Xavier.


