Felipe Tarcísio Guerra Staudt, 25 anos, é natural de São Leopoldo e vigário da Paróquia São João Batista, em Parobé. Filho de Tarcísio Staudt (52 anos) e Maria Elena Guerra Staudt (55) e irmão de Mariana Guerra Staudt (23) e Guilherme Guerra Staudt (21).
Conte sobre sua trajetória profissional. Como se deu a escolha?
Após participar de um retiro com jovens universitários em 2001, surgiu a idéia de ser padre, e de conhecer o seminário. Depois de estudar filosofia e teologia, fui ordenado padre em 03 de dezembro de 2010, sempre contando com o apoio de minha família.
Qual sua impressão de Parobé?
Parobé é uma cidade em construção de uma identidade religiosa, mas que impressiona pelo respeito das pessoas para com a religiosidade.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou uma pessoa convicta de minha fé e com senso crítico. Procuro sempre aprender e passar o conhecimento da doutrina católica sobre a realidade.
O que gosta de fazer nas horas vagas?
Gosto de estar com minha família. Sou muito caseiro e gosto de ler.
Qual o papel da Igreja na sociedade materialista de hoje?
A Igreja deve voltar-se para o essencial da fé e não para coisas secundárias. Temos que nos voltar para Cristo, não o Jesus interpretado a partir do que convém a atualidade. Mas, conhecendo-o no espírito daqueles que primeiro escreveram sobre ele e o Novo Testamento. É também necessário um estudo crítico e sistemático da realidade, para apontar as incoerências que contradizem os valores universais e iluminar os rumos a serem tomados. A grande mídia e governo só permitem opiniões em favor de seu discurso ideológico e comportamental. Não apresentam os argumentos de autoridades religiosas, pelo contrário, tratam de desmoralizar padres e pessoas cristãs convictas na fé. A Igreja tem a missão de ser testemunha a ser ouvida, seja do ponto de vista religioso ou social.
Por que existem tantas denominações religiosas?
Porque carecem de “Tradição”, que unifica e dá coerência a comunidade de fé.
O que o tira do sério?
As mentiras ditas como verdade.
Planos para o futuro?
Aprofundar-me cada vez mais nos conteúdos da fé e ajudar mais as pessoas necessitadas.
Estilo musical: Música católica.
Prato predileto: Massas, que eu mesmo preparo.
Uma mania: Observar os gestos, palavras e ações das pessoas para entender o ser humano.
Uma qualidade: Procuro ser honesto naquilo que faço.
Um lugar: Gosto da casa de meus avôs.
Deixe uma mensagem aos leitores do jornal.
Que as pessoas possam fazer um bom exame de consciência, para planejar o futuro aprendendo com o passado.


