O prefeito de Parobé, Irton Feller (MDB), se manifestou nesta quinta-feira (27), no programa Informativo da Prefeitura na Rádio Taquara, sobre a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) solicitada por vereadores de oposição no Legislativo. A CPI investigará supostas irregularidades em pagamentos da Festa do Trabalhador, realizada para comemorar o aniversário do município nos dias 30 de abril e 1º de maio. O prefeito criticou a criação da CPI, classificando-a como um palco, e disse que seu governo busca trabalhar pelo bem comum. “Não entramos nessa de rusga, a população não quer lavação de roupa suja, quer saber o que os governos, a Câmara de Vereadores, está contribuindo para o município”, disse Feller.
O prefeito ainda disse que o governo e a grande maioria dos vereadores está sempre buscando emendas parlamentares com recursos para o município, mas disse que há “uns que mais falam, mais batem, que não recolheram um único centavo para a melhoria da nossa cidade”. Ainda segundo Feller, problemas deixados por gestões anteriores dificultam a contratação de shows em Parobé. Segundo ele, ainda há pagamentos pendentes de governos passados com grupos de teatro e, até mesmo, com a dupla Cézar Oliveira e Rogério Mello.
Na sua manifestação, respondendo a questionamento enviado por um ouvinte da Rádio Taquara, Feller ainda disse que está tudo correto em relação à Festa do Trabalhador e que os esclarecimentos serão prestados. Sobre o uso de recursos públicos no evento, disse que a administração sempre informou que não pagaria o show de Wesley Safadão, o que efetivamente não foi quitado pelo poder público. Contudo, segundo Feller, a partir da constatação de que o público adulto e gospel estava sendo atendido, a prefeitura decidiu contemplar, também, as crianças. Com isso, houve a contração de um show infantil, que teve duas apresentações, com duas horas de duração.
A contratação do show infantil é um dos motivos da polêmica em Parobé, pois, segundo os vereadores que protocolaram a CPI, a Prefeitura pagou R$ 43,8 mil para o grupo Os Peraltas. Contudo, o vereador Dari da Silva (Pros), um dos autores da denúncia, diz que solicitou à empresa responsável pelo grupo um orçamento, e obteve proposta de R$ 7 mil para a apresentação.
Nesta quarta-feira (27), a Câmara de Parobé informou, em nota, que a instalação da CPI seguirá os trâmites estabelecidos pelo artigo 71 do regimento interno. “A mesa diretora realizará o necessário para o trabalho dos vereadores, conforme a determinação do nosso regimento”, enfatizou a presidente Maria Eliane Nunes (MDB), na nota distribuída pela Câmara. Assinaram o requerimento de instalação da CPI os vereadores Dari da Silva (PROS), Maristela Toffoli (PT), Eneas Rodrigues (MDB), Enio Terra (PTB) e Alex Bora (PR).


