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Festival Multicultural no Templo reúne música, cultura e gastronomia em Três Coroas

Evento ocorre nos dias 17 e 18 de outubro, no Khadro Ling, com entrada e estacionamento gratuitos e programação que inclui shows, danças tibetanas, choro, taiko, yoga, artesanato e gastronomia
(Fotos: Divulgação)

O Templo Chagdud Gonpa Khadro Ling, em Três Coroas, recebe nos dias 17 e 18 de outubro o Festival Multicultural no Templo. Com entrada e estacionamento gratuitos, o evento reúne música, dança, artesanato, gastronomia, práticas de bem-estar e atividades relacionadas à cultura e ao budismo tibetano.

Realizado pelo Khadro Ling em parceria com a Prefeitura de Três Coroas, o festival terá atrações de diferentes vertentes culturais. A programação inclui apresentações de grupos da região, música instrumental, choro, capoeira, cultura tradicionalista gaúcha, tambores japoneses e danças sagradas tibetanas.

Além das apresentações, o público poderá participar de aulas de Yin Yoga, meditação para crianças, encontros sobre budismo e uma atividade de confecção de bandeiras de oração. O festival também contará com feira de artesanato, expositores e praça de alimentação com produtores locais.

Programação

No sábado, 17 de outubro, as atividades começam às 10h, com aula de Yin Yoga com Suzana Rodrigues. A abertura oficial está prevista para as 11h, seguida pelo Clipe Inclusivo da APAE de Três Coroas, às 11h15, e pelas danças sagradas tibetanas, às 11h35.

Às 13h, Lama Sherab conduz uma atividade de meditação para crianças. A programação segue às 14h, com uma palestra de introdução ao budismo. À tarde, estão previstas apresentações do CTG Querência do Mundo Novo, às 15h15; do Grupo Abadá Capoeira, às 15h40; e da banda Batuca na Bituca, às 16h30. O encerramento ocorre às 17h30.

No domingo, 18 de outubro, a programação começa novamente às 10h, com Yin Yoga. A Orquestra Municipal Huberto Schmitt Müller se apresenta às 11h15. Às 13h, haverá meditação para crianças com Lama Sherab.

Às 14h, Chagdud Khadro participa de uma entrevista sobre sua trajetória e seus ensinamentos. Depois, às 15h15, será realizada uma roda de choro com o Regional Paranhana. O Efêmero Trio, formado por Hique Gomez, Carlos Badia e Luís Nenung, se apresenta às 16h. Às 17h, o festival recebe o Minami Taiyo Daiko, grupo de tambores japoneses. O encerramento está marcado para as 17h30.

Música e cultura

Entre as atrações do domingo está o Efêmero Trio, formado por Hique Gomez, Carlos Badia e Luís Nenung. O grupo apresenta o projeto Impermanências: Três Rios, Uma Só Água, que reúne música e poesia a partir da ideia de impermanência.

Também no domingo, a Orquestra Municipal Huberto Schmitt Müller leva ao templo o trabalho desenvolvido com crianças e jovens de Três Coroas. Criada em 2010, a iniciativa atende cerca de 120 alunos em atividades de teoria musical e prática instrumental, sob regência do maestro João Antonio Borba.

A programação de sábado terá a banda Batuca na Bituca, que mistura samba, rock e psicodelia em um repertório autoral. O grupo atua desde 2017 e apresenta músicas já registradas e outras ainda inéditas.

Batuca na Bituca

O Regional Paranhana, criado em 2026, participa com uma roda de choro. O grupo promove encontros itinerantes pelo Vale do Paranhana e busca ampliar o acesso à tradição musical reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

A cultura japonesa estará representada pelo Minami Taiyo Daiko, de Porto Alegre. O grupo, criado em 2018, reúne integrantes da comunidade nikkei e outros interessados na cultura japonesa. A apresentação utiliza o taiko, arte tradicional que combina música, ritmo, movimento e expressão corporal.

O festival também terá participação da APAE de Três Coroas, com o projeto Clipe Inclusivo, idealizado pelos professores Marcelo Dias e Júnior Tavares. A iniciativa utiliza a música como forma de expressão artística dos alunos e é desenvolvida desde 2023.

As tradições brasileiras estarão presentes ainda com o Grupo Abadá Capoeira e o CTG Querência do Mundo Novo. O primeiro reúne música, movimento e cultura popular brasileira; o segundo apresenta manifestações da cultura tradicionalista gaúcha.

Tradição tibetana

As danças sagradas do budismo tibetano serão apresentadas pela comunidade do próprio Khadro Ling. Conhecidas como cham, essas manifestações integram tradições rituais tibetanas e combinam movimento, música e simbolismo.

Entre as atividades previstas estão ainda encontros de introdução ao budismo e ensinamentos com os lamas do Khadro Ling. A proposta é apresentar aspectos da tradição budista e permitir que os visitantes conheçam mais sobre sua prática.

As crianças também terão uma atividade específica de meditação, conduzida por Lama Sherab.

Outra ação convida os visitantes a confeccionarem sua própria bandeira de oração, em uma atividade inspirada na tradição tibetana.

O festival terá ainda aulas de Yin Yoga com Suzana Rodrigues nos dois dias. A prática utiliza posturas mantidas por períodos mais longos e busca trabalhar relaxamento, respiração e atenção às sensações do corpo.

Khadro Ling

O Chagdud Gonpa Khadro Ling é a sede do Chagdud Gonpa Brasil, da tradição Nyingma do budismo tibetano. O centro foi fundado em 1994 por Chagdud Tulku Rinpoche (1930–2002) e está localizado em Três Coroas.

O espaço é conhecido pela arquitetura tradicional tibetana e recebe praticantes e visitantes para atividades espirituais, culturais e educativas.