
O Templo Budista Khadro Ling, em Três Coroas, recebeu nos dias 17 e 18 de outubro o Festival Multicultural, evento gratuito que reuniu música, dança, artes plásticas, artesanato, gastronomia e diferentes manifestações culturais. A programação também contou com a participação de produtores rurais e expositores, entre eles dois moradores de Três Coroas originários do Butão, que apresentaram ao público o momo, prato típico do país asiático.
A diversidade de atividades foi um dos destaques do festival. Além da comercialização de produtos e da oferta gastronômica, o público pôde acompanhar apresentações artísticas, incluindo uma performance do projeto Clipe Inclusivo, da APAE de Três Coroas, e danças sagradas tibetanas.
Segundo Sibele Corrêa, instrutora budista, a proposta do evento é reunir diferentes expressões culturais e promover o respeito à diversidade.
“Eu acho que, nesse sentido, esse festival tem essa visão. Ele expressa de forma concreta essa visão budista de equanimidade, de compaixão, de pluralidade, do respeito às diferenças”, afirmou.
Sibele também destacou princípios do budismo presentes na proposta do encontro, como a compaixão, a não violência e o reconhecimento da igualdade entre os seres.
Gastronomia do Butão
Entre os expositores estavam Ugyen Lhamo e Damcho Gyeltshen, ambos originários do Butão, um pequeno país asiático sem saída para o mar, localizado na cordilheira do Himalaia, entre a China ao norte e a Índia ao sul. Hoje moradores de Três Coroas, eles apresentaram o momo, uma preparação tradicional feita com massa de farinha de trigo e água, recheada com diferentes ingredientes e cozida.
As opções oferecidas incluíam recheios de carne com cebola e combinações vegetarianas com ricota, shiitake, cenoura e repolho. Ugyen também explicou algumas características da culinária butanesa, marcada pelo uso de pimentas e por ingredientes como carne seca e arroz vermelho.

História ligada ao templo
Damcho Gyeltshen contou que sua vinda ao Brasil está relacionada à participação do pai na construção do complexo budista. Segundo ele, o pai chegou ao país para ajudar no trabalho e, posteriormente, pediu que o filho viesse para auxiliá-lo.
O expositor relatou que chegou ao Brasil em 2006, retornou ao Butão em 2008 e depois voltou ao país. Ele também destacou o trabalho realizado em conjunto com o pai na construção de estruturas e na produção de estátuas presentes no complexo.


