A Câmara de Vereadores de Taquara aprovou, no último dia 22, a reposição de 4,53% nos salários do funcionalismo público e dos agentes políticos do município. A medida ocorre pois, em outubro, é realizada a reposição inflacionária em Taquara, conforme a legislação municipal. Nesta quarta-feira (31), o vereador Luis Felipe Luz Lehnen (PSDB) participou do programa Painel 1490, da Rádio Taquara, e disse ter errado em votar favorável à reposição salarial para os vereadores. Acrescentou ser a favor, apenas, do reajuste ao funcionalismo público.
Segundo o vereador, quando votou favorável à matéria, pensou em não fazer demagogia com seus colegas, pois, mesmo que votasse contra, havia maioria para a aprovação da matéria e ele acabaria recebendo o reajuste. Mesmo assim, conversando com pessoas da comunidade, Lehnen diz ter entendido que errou na votação da matéria, pois foi ao contrário do que a comunidade vem cobrando da classe política. Mesmo assim, disse ainda não saber se fará doação do valor a mais que recebe, embora tenha lembrado que, como parlamentar, já realiza uma série de ações sociais com o seu salário.
O vereador disse que, a partir do acontecimento, vai propor um projeto que proíbe a reposição inflacionária aos parlamentares durante o transcurso do mandato. Segundo Lehnen, hoje, o salário é fixado de um mandato para o outro, mas, no decorrer dos quatro anos, os vereadores têm direito ao reajuste correspondente à inflação. A ideia do vereador é propor que estas reposições também não possam ocorrer, de forma que não haveria alteração dos salários no decorrer do mandato.
Lehnen ainda alertou para outro projeto em tramitação na Câmara de Taquara, que faz uma série de alterações na Lei Orgânica Municipal, a partir de adequações que foram exigidas pelos órgãos de controle. O texto do projeto, segundo o vereador, estabelece que os vereadores passarão a ter direito ao adicional de férias, benefício hoje não previsto. Lehnen diz que vereador não é profissão e, por isso, entende que este pagamento seria inadequado. Por isso, junto com os vereadores Nelson Martins (MDB) e Régis Souza (MDB), votou contrário à alteração na primeira votação da proposta, na última segunda-feira (29). O vereador alertou que haverá uma segunda votação, oportunidade em que a comunidade poderá se manifestar a respeito deste benefício. A previsão é de que isso ocorra na próxima sessão da Câmara, na segunda-feira, dia 5 de novembro.


